Os turistas são roubados quando o euro é trocado por 100 escudos

17/04/2018 07:04 - Modificado em 17/04/2018 07:04

Trocar um euro por 100 escudos quando o cambio legal é 110,265  escudos. Fazer o consumidor estrangeiro pagar pagar 1 102,265 escudos  por algo que custa 1 000 escudos é roubo . Por mais que se disfarce , os turistas são roubados  ás claras .

Um artigo de opinião lançado no Facebook sobre o câmbio do euro  nas ilhas turísticas levantou a questão das transacções feitas em moeda estrangeira. O país tem sido procurado maioritariamente por turistas europeus. Em São Vicente, a aposta no turismo de cruzeiro tem trazido muitos turistas que, aquando da sua passagem, são vistos em bares e restaurantes pagando em euros .

O dado é que a taxa de câmbio entre o euro e o escudo é uma taxa fixa devido ao acordo de paridade cambial  entre as duas moedas, fixado em 110,265 escudos. Valor que não é cumprido por todos. Se noutras ilhas turísticas como Sal e Boavista, existe a utilização das moedas, em São Vicente, as notas são as preferencialmente aceites   transação.

Essas transacções em moeda estrangeira são feitas em restaurantes, farmácias, minimercados e lugares de venda de arte. A taxa de câmbio realizada fora de um ambiente próprio, os bancos, é tida para todos os gostos. Nos supermercados, a transacção feita junto dos caixas é quase a correcta, 110 escudos, entre outros estabelecimentos como as lojas de venda de artesanato. O mesmo câmbio que também é utilizado conforme informações recolhidas, para trocar o euro por escudos. A taxa de câmbio é a mesma e, comprando um produto, o troco volta em escudos. Nalguns mercados, existe um valor mínimo antes da compra de um produto utilizando o euro.

O arredondamento do euro para cem escudos é estipulado logo nos menus de vários restaurantes e bares. Um euro fica por cem escudos. Uma conta que não beneficia os consumidores. “Acho que as pessoas são enganadas para não dizer roubadas”, descreve Jorge Delgado que trabalha com turistas e diz sentir que é uma situação pela qual costuma passar e que levanta questões por parte dos seus clientes.

“Nos bares é normal verificar, já que logo nos preços em euros e escudos as pessoas podem ver a diferença”, como adianta Anderson Santos. Mas é uma situação normal pois, as pessoas já se acostumaram. Nos menus, como já citado, e nas prateleiras das lojas, em caso de moeda, encontram-se os dois preços que deveriam ser iguais, mas que se ganha mais quando se converte em euros.

Outro facto é a fuga dos bancos. A ideia de pagar uma taxa pelo câmbio de moedas nos bancos faz com que os clientes procurem outros meios de troca de dinheiro e os comerciantes são um dos meios utilizados. Sendo que nesta transacção os “clientes” já sabem que a taxa vai ser à volta dos cento e cinco e, no mínimo, cem escudos. Um preço mínimo que afirmam que vão pagar no banco pelas trocas.

  1. Adilson

    Não acho que seja roubo, pois se trocarem pelo preco do cambio irão pagar a taxa aos bancos e logo ficam em prejuizo, para mim ta certo

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