Professores do IUE descontentes com processo de integração na Uni-CV

12/04/2018 07:09 - Modificado em 12/04/2018 07:09

Os 49 professores dos Instituto Universitário de Educação (IUE) apelaram hoje para a revisão do decreto-lei que regula à integração do instituto na Uni-CV, por “não reflectir” a negociação com os sindicatos.

Em nome dos professores da escola do Mindelo, “em sintonia” com os da Cidade da Praia e de Assomada, Rosa Santiago, em conferência de imprensa, no Mindelo, apelou à revisão do diploma antes da sua promulgação pelo Presidente da República.

Em causa, segundo a mesma fonte, o facto de o decreto-lei não contemplar “nenhuma das reivindicações dos professores”, pelo contrário, ajuntou, “lesa-os profundamente” nos seus direitos.

Conforme explicou, no primeiro encontro realizado, em Julho de 2017, com a presença de diversas entidades da Uni-CV, IUE, assessores jurídicos, direcção e corpo docente, os professores colocaram “algumas preocupações” em consideração às “diferenças existentes” entre a carreira docente na Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) e no IUE e a existência de pendências como progressões e reclassificações.

Rosa Santiago informou ainda que, desse encontro, “ficou assente” que o decreto a elaborar levaria em conta os direitos adquiridos dos professores do IUE e, relativamente, às pendências e reclassificações, aventou-se a hipótese de se conceder “pelo menos uma progressão a todos os professores” com progressões em atraso.

Porém, especificou, o desenvolvimento e o desfecho do processo “não confirmaram a boa-fé” demonstrada no referido encontro.

Da mesma forma, os professores solicitavam a salvaguarda do regime de aposentação do IUE de 34 anos de serviço ou 60 de idade, pelo menos uma progressão para todos os professores que já aguardavam há muitos anos, e a integração no quadro definitivo da Uni-CV, e não no quadro transitório.

No mês de Fevereiro passado, assinalou a mesma fonte, num encontro de socialização, na Cidade da Praia, e posteriormente na Assomada, não se registaram avanços nas negociações, até porque a versão do decreto-lei apresentada não contemplava as proposta entretanto apresentadas pelos professores.

Assim, os 49 professores do IUE apelam à revisão do decreto-lei antes da sua promulgação pelo Presidente da República, descontentes pela forma como o processo foi conduzido e pelo teor do documento que regula essa integração.

Anunciaram ainda que poderão avançar para “outras formas de luta”, que não especificaram, caso o Governo mantenha o decreto-lei como se encontra.

Inforpress

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