PAICV  : “ Em São Vicente temos assistido apenas a anúncios de projectos requentados do governo anterior”

11/04/2018 01:30 - Modificado em 11/04/2018 01:30

O PAICV em São Vicente demonstra “grande” preocupação para com a ilha, nalguns sectores. Isto num balanço dos dois anos de mandato do Governo e já com três orçamentos aprovados, que na perspectiva do líder do PAICV de São Vicente, Alcides Graça, “colocaram São Vicente fora das prioridades deste Governo a nível de investimento público com impacte na vida das pessoas”.

Para Graça, a ilha continua a liderar os piores indicadores deste país. Neste aspecto, relativamente à pobreza, avança que “a pobreza extrema, é diferente da pobreza moderada nos meios rurais”. A nível da saúde refere que, “surpreendentemente, São Vicente tem um dos piores indicadores”. E complementa chamando a atenção sobre o aumento de várias doenças em relação a outros pontos do país.

Quanto ao “nível da dinâmica económica, estamos praticamente estagnados. Não há investimentos públicos, os incentivos ao investimento privado não saem do papel, o que favorece o marasmo económico em que nos encontramos”, constata Graça.

A nível do desemprego, sem colocar em causa a credibilidade do INE, avança que ninguém que conhece a situação socioeconómica de São Vicente acredita que foram criados 3.727 postos de trabalho na ilha em 2017.

“Hoje, temos uma taxa de desemprego na ordem dos 6%; há quem diga que a taxa de emprego da população activa se situa na ordem dos 59%. Se isso correspondesse à realidade, a população deveria estar satisfeita com a governação do MPD e não manifestar nas ruas contra a governação do MPD, o que já aconteceu por duas vezes”, analisa.

Segundo Alcides Graça, este quadro mostra que a ilha não tem merecido a atenção especial prometida pelo Governo aquando da campanha eleitoral.

Para Alcides Graça, o Governo não tem apresentado ideias novas, uma vez que tem feito anúncios de projectos requentados do governo anterior. Neste particular, enumera a asfaltagem da estrada Cidade / Baía “que já não satisfaz os interesses de São Vicente”, alegando a necessidade de um novo traçado tendo em conta os projectos anunciados na zona de Salamansa e da Baía. Ainda sobre os projectos requentados, fala das obras de ampliação do HBS, do Centro de Saúde de Monte Sossego, do terminal de Cruzeiros e da Zona Económica Marítima Especial.

Para o PAICV, apesar dos anúncios, no período dos dois anos de governação, nada arrancou em São Vicente e não está previsto o arranque de nenhuma obra.

Digo isto com o sentimento de profunda tristeza, porque eu quero o melhor para São Vicente. Quem me dera poder congratular-me com a execução de obras estruturantes para esta ilha. Obras com impacte para a vida das pessoas.

“Além de zero investimento público em São Vicente, este Governo não é capaz ou não está interessado em resolver os problemas de estrangulamento da economia da ilha”, como sublinha. Para Graça, não é admissível que o Governo não priorize a resolução do problema do transporte de cargas de mercadorias para o exterior, problema “criado com a saída da TACV do mercado doméstico”. E pede a resolução o mais urgentemente possível da questão.

  1. Maria José Centeio

    Deveriam pensar e revisitar isso:
    “O Director Nacional de Emigração e Fronteiras, Intendente Emanuel Estaline Moreno, tranquiliza que os pedidos pendentes vão ser resolvidos”.

    Como pode um Director Nacional pedir tranquilidade para uma questao/problema que afecta todos os caboverdianos residentes e na diáspora desde 2012? Nao sejamos passivos e deselegantes com a inteligência dos caboverdianos sr. DN, por mais fraca escola ou problema académico que o caboverdiano possa ter. 2012 fala-se na nao prorrogacao dos velhos passaportes porque vai-se emitir o passaporte electrónico. 2013 o projecto arranca mas nao acta nem desacta devido a conflitos entre NOSI, Servico de Fronteiras e autoridades portuguesas (financiadora e, logo, ditadora). 2014, finalmente desbloqueou e o PM José Maria Neves diz que os Passaportes electronicos comecam a ser emitidos a 29 de Novembro de 2014. Nada. Só mentira. 2015, 2016… Em 2016 temos novo Governo e, passado dois anos ainda estamos na estaca Zero, ano zero, ano de arranque do projecto, ou seja em 2018 ainda estamos em 2012. Isso é vergonhoso…Será que os caboverdianos nao tem capacidade para resolver esse problema elementar mas nao tao complicado assim…?! Agora vai-se centralizar tudo em portugal com a publicacao da portaria 22/2018 de 19 de Marco, BO n° 18. É caso para dizer que a emenda saiu pior do que o soneto. Isso sem falar da questao da soberania dos caboverdianos que estao em causa… Sinceramente!

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