Festival da Juventude: falou-se em boicote, mas no areal a história foi  bem diferente

8/04/2018 22:44 - Modificado em 8/04/2018 22:44
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Três dias de música e algumas actividades nesta edição do Festival da Juventude, este ano sob o lema “Encontro de Gerações” e, como o próprio lema refere, o antigo e o novo juntaram-se e fizeram desta edição, segundo os espectadores, um “sucesso” que, apesar das diversas críticas, principalmente nas redes sociais onde se apelava ao “boicote” do evento, a população de São Vicente respondeu e rumou à Baía das Gatas.

Muitos criticavam a razão da realização de tantos festivais quando, muitas vezes, a edilidade “não costuma ter financiamento para projectos essenciais, mas tem sempre para festas e um dos argumentos utilizados para defender a criação de diversos festivais é a dinamização da economia”.

Um festival que logo após a sua divulgação foi recebido com fortes críticas por parte da sociedade civil à Câmara Municipal e organização, alegando que a verba para a sua realização poderia ser investida em actividades sociais e que só iria contribuir para fomentar o alcoolismo e outros males sociais

O festival arrancou na sexta-feira, 06. A princípio não com muito público, mas à medida que o tempo passava, a massa humana no areal começava a ganhar forma muito timidamente e, até ao final do espectáculo no primeiro dia, a imagem era bem diferente.

No primeiro dia, a abrir o festival, a jovem cantora Cremilda Medina com o seu primeiro álbum deu o pontapé de saída nesta segunda edição deste festival, seguida de Ricky Boy, Gil Semedo e Cabo Verde Show, um autêntico encontro de gerações que continuou no segundo dia, com as actuações do projecto carnaval, com artistas que fazem parte do carnaval mindelense, seguido do icónico grupo Bulimundo, Grace Évora e, a fechar a noite, a actuação de Loony Johnson.

A finalizar o Festival da Juventude, este domingo, 08, as actuações de Dub Squad, Dynamo, Kiddye Bonz, Djarilene Paris, Débora Paris, Cármen Silva e Kré SX na Baía das Gatas, São Vicente.

O festival arrancou na sexta-feira, 06. Durante esses três dias, acolheu encontros de gerações que partilharam o palco, ao mesmo tempo que serviu para trocas de experiências. Com o término marcado para este domingo, o evento está a ser acompanhado por várias actividades desportivas, workshops e formações.

Para além de ter a duração de três dias, esta iniciativa organizada pela Câmara Municipal, segundo alguns jovens presentes no local, deveria apresentar algumas novidades como, por exemplo, a criação de um evento sobre políticas para os jovens, com a presença de empresas a apresentar possíveis saídas profissionais para os jovens estudantes e também incentivar a “boa música” na Cidade, aprimorar e desenvolver a cultura musical, revelar jovens talentos, valorizar artistas, arranjadores e intérpretes, atingindo todos os géneros e estilos

Apesar de tudo, foram três dias num espaço alegre, dinâmico, ligado às massas juvenis. “E ficaram a faltar as muitas discussões ligadas à vida da juventude e sobre os seus direitos, como a educação, o trabalho, a igualdade, o desporto, o ambiente, a cultura, a saúde, o acesso à água, assim como debates sobre temas como o papel do jovem na sociedade actual”

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