Grupo Parlamentar do PAICV vai solicitar informações sobre “negócio” INPS/Afreximbank

6/04/2018 03:37 - Modificado em 6/04/2018 03:37

 A presidente do PAICV, Janira Hopffer Almada, anunciou hoje, no Mindelo, que a bancada parlamentar do partido vai solicitar “todas as informações” sobre o “negócio” da participação do INPS, com 600 mil contos, no capital social da Afreximbank.

Em declarações aos jornalistas, em São Vicente, onde cumpre um programa de visitas e reuniões, a presidente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição) lembrou que de um ano a esta parte o primeiro-ministro e o vice-primeiro-ministro têm anunciado ao país que há disponibilidade de uma linha de 500 mil contos para financiar projectos em Cabo Verde.

“Coincidentemente, sabemos que esse montante ainda não entrou, mas ouvimos ontem que o INPS afinal vai participar no capital social do Afreximbank com 600 mil contos”, ajuntou a mesma fonte.

Assim, o PAICV, através do seu grupo parlamentar, vai solicitar “os dados, os estudos, as informações pertinentes”, mas “sobretudo os números, quais são as perspectivas de retorno, os riscos associados reais e as verdadeiras motivações” que levaram o Governo a avançar neste sentido.

“Gostaríamos de saber também quais são as perspectivas para os verdadeiros donos do dinheiro, os contribuintes, porque não se pode apenas apresentar medidas sem se dar a visão daquilo que se pretende fazer”, concretizou a líder do PAICV.

Mesmo assim, Janira Hopffer Almada mostrou-se satisfeita com o facto de o Governo do MpD, segundo afirmou, “finalmente ter reconhecido a boa gestão” feita no Instituto Nacional de Previdência Social.

“É esta boa gestão que permitiu que a instituição tivesse hoje uma carteira de investimentos na qual o Governo pudesse ir buscar 600 mil contos para investir no capital social da Afreximbank, contrariamente àquilo que assumiu durante o tempo em que esteve na oposição”, concluiu a presidente do PAICV.

Por outro lado, Janira Hopffer Almada prossegue, na tarde de hoje, um ciclo de visitas à Cabnave (estaleiros navais) e à Associação dos Armadores de Pesca, numa tentativa de “saber o que o Governo está em concreto a fazer neste sector” porque, aludiu, o que se tem constatado é um conjunto de “anúncios, fóruns, palestras e reuniões” sobre a economia marítima, sem que se implemente “nenhuma acção de facto, concreta”.

“Há grandes ruídos, muitas nuvens em todo o dossiê Cabnave sem que o Governo diga claramente aquilo que pretende, o caminho que vai percorrer e quais os ganhos que trará para Cabo Verde”, lançou a líder da oposição, para quem “o pior é que o Governo não está a envolver os armadores nacionais” em todo esse processo.

“É preciso que o Governo se concentre, coordene melhor as suas actuações porque independentemente do partido que suportar o Governo o país é de todos nós e ninguém quer que venhamos a ter recuos no nosso processo de desenvolvimento”, concluiu.

 

Inforpress

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