Privatização da CABNAVE: Governo diz estar à espera de um bom parceiro

5/04/2018 02:36 - Modificado em 5/04/2018 02:36
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O Governo garante estar à procura de um bom parceiro que venha ver as condições, isso porque “houve um concurso em tempos e decidiu suspendê-lo, por não corresponder às exigências do momento”, declarações do Ministro do Turismo e Economia Marítima feitas aos jornalistas esta terça-feira à saída de um encontro com uma delegação das Canárias, chefiada pelo Vice-presidente.

De relembrar que o actual Governo da República anulou o concurso internacional da subconcessão da exploração da Cabnave – Estaleiros Navais de Cabo Verde, com sede em São Vicente, em finais de Julho de 2017, por considerar que o concurso não foi concebido da melhor forma em termos de oportunidades existentes no país, diz José Gonçalves.

De acordo com o Ministro da Economia Marítima, o Governo quer abrir o “leque” para ver qual o papel que a empresa tem no sector, analisando se existem ou não outras valências que não estão a ser devidamente equacionadas.

O governante esclarece que a visão do Governo e a estratégia definida para o sector prevê o desenvolvimento integrado da economia marítima, com centralidade na ilha de São Vicente, traduzida numa Zona Económica Especial, na qual deve fazer parte toda a zona de jurisdição portuária do Porto Grande, incluindo a CABNAVE.

Assegura que é por isso que a “nossa estratégia é repensar tudo e potenciar cada vez mais o investimento e isso vai-se enquadrar perfeitamente dentro da nossa estratégia que é a Zona Económica Especial para a Economia Marítima em São Vicente e que vai ter todo o papel que deverá desenvolver todas as infra-estruturas portuárias, os estaleiros navais, os serviços prestados, tudo isso complementa esta lógica visão unificada da zona especial”, destaca Gonçalves que diz ainda que é nesse sentido que se enquadra quer a Cabnave, quer a ENAPOR ou as outras actividades existentes nesse sector.

O concurso internacional relativo à subconcessão da CABNAVE tinha sido ganho pelo Grupo ETE – Empresa de Tráfego e Estiva de Portugal, seleccionado pelo anterior Governo para a fase seguinte do processo da privatização dessa infra-estrutura naval, que seria o da negociação do acordo entre as partes para a sua exploração.

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