As contas divergentes  do Governo e da oposição  sobre o emprego

5/04/2018 02:32 - Modificado em 5/04/2018 02:34
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Na sequência dos dados do INE sobre a diminuição do desemprego no país, o Primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva adianta que estes dados “acabam por articular várias coisas: Cabo Verde a crescer economicamente, o emprego a aumentar, redução da taxa de desemprego, mormente nos jovens, redução da taxa do subemprego, o que espelha toda a dinâmica de políticas e reformas que o Governo tem estado a desenvolver e com uma tendência positiva”.

O Chefe do Executivo coloca ênfase na questão da diminuição do desemprego num mau ano agrícola, em que a produção foi reduzida e com impacte no PIB. Para Correia e Silva, essa diminuição espelha as políticas do Governo, avançando que a meta é continuar a melhorar a taxa para níveis mais baixos.

Por outro lado, o PAICV reagindo à publicação dos dados não analisa a situação da mesma forma que o Governo e o MpD. Para o PAICV, “apesar de muitas medidas anunciadas sobre a melhoria do relacionamento com o sector privado e o ambiente de negócios, os resultados têm sido francamente negativos, havendo redução de emprego neste sector”. Da sua análise, avança que os dados revelam que a população empregada diminuiu de 2,8 por cento com uma diminuição da taxa de emprego de 54,2% para 51,9%.

Outros dados analisados pelo PAICV indicam que o número de inactivos aumentou e que a taxa de inactividade está estimada em 40,8%: “pessoas desempregadas que desanimaram e deixaram de procurar trabalho”.

“Se tivermos em conta que foram criados 8531 postos de trabalho e foram destruídos 5950, isso significa que em termos líquidos ficamos com 2581 empregos, muitíssimo longe dos 9.250 postos de trabalho prometidos pelo MPD”, afirma o deputado Julião Varela. O mesmo pede atenção para a análise da taxa que considera que não revela uma dinâmica da evolução do mercado de trabalho. Pelas contas, quando se juntam o número de empregados e o dos que deixaram de procurar trabalho “por desânimo, aproximamo-nos a uma taxa de desemprego que ronda os 20 por cento”, sintetiza.

Perspectiva diferente é a do partido que suporta o Governo, que defendeu que “os dados demonstram que o Governo está a cumprir as promessas feitas ao povo cabo-verdiano. Com menos desemprego, mais emprego, mais riqueza a ser criada, mais confiança”.

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