Oposição síria assina acordo de unificação

11/11/2012 13:13 - Modificado em 11/11/2012 13:13
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Vários grupos da oposição síria, reunidos desde quinta-feira no Qatar, chegaram a acordo para formar uma nova coligação de forças contra o regime do Presidente Bashar al-Assad, prometendo nomear nas próximas horas um novo líder.

 

Até agora, os países que repudiaram o regime de Damasco consideravam o Conselho Nacional Sírio (CNS) como o “interlocutor legítimo” da população síria. Mas a estrutura criada após o início da revolta contra Assad na Primavera de 2011 é sobretudo composta por exilados, sendo pouco representativa de todos as facções que hoje combatem o regime.

 

A nova estrutura nasce de uma proposta apresentada pelo antigo deputado Riad Seif, com o patrocínio dos Estados Unidos, para a criação de uma estrutura executiva – um “governo em espera” – capaz de unir o maior número possível de facções, servir de interlocutor junto da comunidade internacional e de canalizar as ajudas externas. Uma outra prioridade será a coordenação dos vários grupos armados a actuar no terreno, muitos dos quais não respondem perante o Exército Livre da Síria, criado a partir de dissidentes militares e civis que pegaram em armas contra Assad.

 

“Assinámos um acordo essencial. A sessão da tarde será para eleger um presidente e um vice” disse à Reuters Ali Sadreddine al-Bayanouni, delegado da Irmandade Muçulmana à margem do encontro em Doha. Segundo a mesma fonte, o novo organismo irá chamar-se Coligação das Forças da Oposição e da Revolução Síria.

 

Na mesma altura em que era anunciado o acordo, as forças de Assad bombardeavam posições rebeldes no perímetro de Damasco e em Alepo, a segunda maior cidade do país palco há três meses de intensos combates. Há também notícias de intensos combates junto ao posto fronteiriço de Rass al-Ain, uma das poucas passagens para a Turquia ainda em poder do Exército. Por causa dos confrontos, que terão feito dezenas de mortos nos últimos dias, milhares de habitantes da pequena cidade, de maioria curda, estão a fugir para o país vizinho, engrossando os campos de refugiados no lado turco da fronteira, noticiou a AFP.

 

Por causa de outros combates junto à fronteira, desta vez no Sul, Israel disparou hoje tiros de aviso contra território sírio – a primeira vez que tal acontece desde 1973. Os tiros aconteceram depois de rockets trocados entre Exército e rebeldes sírios terem caído nos montes Golã, o estratégico planalto que Israel ocupa desde 1967. Por causa deste diferendo, Israel e a Síria continuam oficialmente em guerra.

 

 

 

publico.pt

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