Rui “Last One”: O cantor que demonstra a realidade

4/04/2018 02:11 - Modificado em 4/04/2018 02:11
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Rui “Last One”, dono do hit nacional Djosa, está na promoção do seu novo álbum, “mar di fogo”. Um álbum onde canta as suas composições, com excepção apenas de uma única faixa e faz uma homenagem às vítimas do navio Vicente. O cantor “pede desculpas” ao mar do Fogo pelo nome mas, como disse, foi onde se deu a tragédia e, neste sentido, não podia fugir.
Um trabalho onde traz a sua linha de pensamento com críticas sociais, elegias ao país e ao seu povo, neste caso, às crioulas, mantendo a sua linha de escrita. Como avança, não consegue inventar mas fala da sua realidade e do que observa. “Mas se vejo uma coisa errada, posso sempre falar sobre ela”. Uma das músicas de destaque do álbum é a musica “tud te cool” (tudo está bem). Uma crítica política aos governantes e às suas promessas, “que muitas vezes fazem mas não são cumpridas”. Segundo Rui Last One, “nunca vi tantas pessoas enganadas como acontece em Cabo Verde nos tempos de campanha”.
Também apresenta uma questão “importante”, isto é, “quanto tempo ainda temos para viver”. Sobre este ponto fala da vida que deve ser aproveitada.
“Nada é fet” (nada feito), também vem na mesma sequência da crítica do povo. Com este trabalho, Rui chama a atenção para as questões do território que pertence ao povo e não lhe pode ser retirado, trazendo também a questão do álcool consumido por jovens raparigas. Histórias e visões de Rui neste ‘mar di fogo’ que se vêm juntar aos outros cinco álbuns lançados desde 1992, afirmando que a sua carreira começou muito antes e toma como ponto de início o lançamento do primeiro álbum “Rui Last One”.
Rui não é novo nestas andanças e considera os seis álbuns que já produziu como os seus filhos. Noutro ponto, lamenta a questão dos artistas mais antigos não serem valorizados tanto quanto antes, fazendo referência ao respeito pelos artistas. “Não fazem questão de esconder e nunca é normal. Somos filhos de respeito, mas agora não há muito respeito. Quando um artista passa os cinquenta anos já é colocado na cova”. Refuta a ideia de artista velho, porque a voz não envelhece segundo o mesmo. Para ele, o artista apenas quer colocar a sua música nos ouvidos das pessoas.
Ele não se importa com o palco e já foi visto a actuar nalgumas zonas juntamente com os amigos, compartilhando a sua música.

 

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