Banco Central alerta sobre o risco das moedas virtuais

2/04/2018 02:09 - Modificado em 2/04/2018 02:09

O Banco de Cabo Verde alerta sobre os riscos que incorrem todos aqueles que adquirem ou detêm moedas virtuais, como a Bitcoin, “considerando a popularidade que vêm assumindo a nível mundial”. O BCV, juntamente com outras autoridades bancárias mundiais, alerta que essas moedas apresentam um elevado risco e não apresentam protecção, “pelo facto de não serem garantidas por um banco central ou autoridade nacional, não serem moeda com curso legal e serem muito insuficientemente reguladas”, para além do facto de algumas estarem relacionadas com esquemas ilícitos, como a lavagem de capital.

Apesar de em Cabo Verde não existirem sinais de uma sua utilização, o alerta é justificado pelo BCV pelo facto de serem acessíveis online, em qualquer parte do mundo, através da internet e vocacionadas a investidores mais jovens, “vocacionados para a sociedade digital”.

Os riscos associados a este tipo de moeda, como explica o BCV, residem na sua dificuldade em conversão nas moedas correntes. “Em Cabo Verde, o sistema financeiro não permite trocar a moeda virtual em escudos. O mesmo vale para a generalidade dos sistemas financeiros europeus e americano. O risco de inconvertibilidade é muito elevado”.

O BCV alerta ainda pelo facto de serem “extremamente voláteis”, exemplificando que houve uma desvalorização de cerca de cinquenta e três por cento nos primeiros três meses de 2018.

“Os investidores em moedas virtuais devem estar cientes que as plataformas de negociação não são bancos que recebem a sua moeda virtual através de depósitos. Quando uma plataforma de negociação sofre perdas ou fica insolvente, não existe qualquer mecanismo legal específico de protecção que cubra as perdas de fundos nela detidos, mesmo que a plataforma se encontre registada junto de uma autoridade regulatória nacional”.

Refere ainda ao furto ou extravio de carteiras digitais, vulneráveis a ataques de hackers. E perdendo-se a chave ou a palavra-chave da carteira virtual, não há agência que emita palavras-chave substitutas.

“A utilização de moedas virtuais como meio de pagamento não protege o consumidor. Ao utilizar moedas virtuais como meio de pagamento de bens e serviços, os consumidores não estão protegidos por quaisquer direitos de reembolso”, como exemplifica.

  1. Lucífer

    E quando houve a grande crise bancária há alguns anos atras, quais os bancos e quais as pessoas que foram responsabilizadas ??? Deixem-se de tretas !!!

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