Cobrança da taxa de aluguer: cobrança passa despercebida  aos consumidores

2/04/2018 01:56 - Modificado em 2/04/2018 01:56
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As taxas de aluguer dos contadores da água e da luz continuam a ser cobradas. Nas facturas pode-se ver o valor descriminado, tanto no serviço de água como de luz em São Vicente. Valor pelo qual a Associação de Defesa dos Consumidores tem lutado para que seja retirado e reposta a legalidade. A mesma já adiantou que vai entrar com um queixa contra a ARE nos tribunais para que seja fiscalizada a cobrança da taxa.

Em entrevista ao NN, o Presidente da ADECO chamou a atenção para a continuidade da cobrança das taxas de aluguer de equipamento.

Como avançam alguns entrevistados do NN, a leitura das facturas é feita da seguinte forma: “Vê-se quando se vai pagar” e já está, não havendo uma leitura minuciosa da descriminação do valor pago e das taxas cobradas. Neste sentido, os consumidores entrevistados, não prestam atenção às taxas mas apenas ao total. E a comparação é feita em relação às facturas anteriores no sentido de ver se se consumiu menos ou mais do que no mês anterior.

“Quando recebemos a factura, verificamos o que vamos pagar, nada mais”, assegura Djai Santos. Vários números, gráficos, números a multiplicar é coisa normal nas facturas. “Acho que as pessoas não se preocupam com a informação porque nem sequer vale a pena. O que conta para a empresa é o que vamos pagar e se na factura está indicado um preço, nem se discute”, opinião de Júlio Delgado. Mas não deixa de fora a oportunidade de reclamar quando sente que as contas não foram bem feitas.

Essa preocupação de quanto se vai pagar pode estar na base de uma não leitura cuidada das facturas. Segundo Éder Lopes, nem todos têm conhecimento da factura a não ser do total. A própria confessa que entende a factura mas que não uma existe uma preocupação certa sobre a sua leitura.

A cobrança das taxas de aluguer tem sido divulgada pela ADECO que tem feito um trabalho de sensibilização e de apoio ao processo, para que a taxa deixe de ser paga, como tem acontecido até agora. A falta de informação e uma certa apatia das pessoas é considerada pela Associação como uma dificuldade a ser ultrapassada no processo. Para se conseguir alcançar os objectivos a Associação chama pela participação dos consumidores.

Consumidores a quem falta uma certa atenção e preparação para a leitura das facturas para saberem o que se está a cobrar. A ideia de que as pessoas têm, segundo Joana Dias, é que se cobra apenas água e luz, mas existem outras taxas que fazem aumentar o preço a pagar e, neste sentido, chama a atenção dos consumidores para que estejam alertas.

 

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