Ensino Recorrente: Escolas privadas acusam Ministério da Educação de concorrência desleal

12/11/2012 00:36 - Modificado em 12/11/2012 00:58

Elísio Soares director da Escola Académica do Mindelo considera que as escolas privadas deram resposta a uma necessidade do ensino quando o Estado não conseguia dar vazão, mas que “hoje o Estado aparece como concorrente”.

 

O ensino recorrente em São Vicente abriu novas classes para o 9º e 10º anos. As matrículas registaram uma alta procura batendo um recorde de 580 alunos admitidos, deixando um grande número de fora. E para o Delgado da Educação em São Vicente, Anildo Monteiro, não se podia admitir mais alunos devido à falta de salas e de professores.

Mas os operadores do sector privado mostram-se descontentes com a abertura dessas novas classes alegando que representam uma “concorrência desleal” para eles gerando uma fuga de alunos do privado para o público. Os responsáveis das escolas privadas afirmam que estão “a sentir na pele” as consequências do desvio de alunos e que isso tem tido consequências negativas.

Como descreve o director da Cooperativa do Ensino Técnico no Mindelo, Jorge Nascimento, este ano estão a funcionar com vinte e cinco por cento do orçamento, porque os outros setenta e cinco por cento provinham dos alunos do 9º e 10º anos. Este ano a Cooperativa está a funcionar apenas com o 12º ano. “Tendo em conta o ensino recorrente em São Vicente e as escolas privadas, a nossa escola é candidata a fechar as portas”.

Elísio Soares director da Escola Académica do Mindelo considera que as escolas privadas deram resposta a uma necessidade do ensino quando o Estado não conseguia dar vazão, mas que “hoje o Estado aparece como concorrente”. Esta concorrência, como explica, tem a ver com o facto do ensino recorrente ter fugido aos seus objectivos e, com os preços mais convidativos das escolas públicas, “a fuga” de alunos é evidente. E diz que com os incentivos do Estado às escolas privadas, estas poderiam praticar preços mais baixos de forma a dar resposta ao número de estudantes que procuram melhorar o seu grau académico.

 

Privados podem fechar

Os compromissos assumidos com os espaços, os professores e os empregados estão a ficar cada vez mais difíceis de gerir no panorama actual destas escolas. Os directores das escolas não descartam a curto e médio prazo “o encerramento”. O director da Escola Académica fala de vários investimentos realizados e que o pagamento das dívidas passa a ser um problema se a dificuldade persistir. Por outro lado, o Director da Cooperativa do Ensino Técnico fala “em projectos aliciantes, como construir a escola de raiz, mas que agora vai ser repensando”.

O Delegado da Educação em São Vicente, Anildo Monteiro alerta que “o Ministério da Educação não pode entrar na área do ensino privado senão, vai esvaziar o ensino privado” e que dar “oportunidade aos jovens não é somente um problema do privado ou do público” mas da “sociedade que está à procura de melhores conhecimentos”. Questionado se já recebeu alguma reclamação das escolas privadas sobre o assunto respondeu que ainda não.

 

  1. nilda

    A escola academica esta a fazer fita porque neste ano estão cheios de alunos que não deixaram matricular os antigos alunos que colaboram com eles a muito tempo,visto que a instituição nem condições tem para tantos alunos visto que as salas são minusculas e dispõem de uma unica” sala de informatica” e ja podiam ter investido no terreno da parte de tras do edificio.e precisam mudar o pessoal da secretaria que trata as pessos mal ,a senhora…

  2. ouvinte_s.Vicente

    Deviam abrir ensino recorrente tb para o 11º e o 12º ano porque a escola Academica como sendo o unico nesse momento a gerir essa fase estao a fazer muito abuso de poder.A escola cruzeiro nao devia fechar porque a escola academica por ser a mais velhinha de todos gosta de usurpar os alunos impedindo-lhe de muitas coisas . Um aluno paga o seu dinheiro e ainda assista a maioria das aulas de pé porque uma sala com 50 alunos, sem condições e se um aluno chegar um minuto em atraso já nao pode assistir

  3. ouvinte_s.Vicente

    Um aluno chega 1 mn em atraso já nao pode assitir as aulas a porta já estará fechada e perde as aulas só por abuso de poder de um continuo que tem na referida escola. MAs eles tem que lembrar que um aluno todos os meses paga muito dinheiro pra nao assistir as aulas e muitos desses alunos trabalham as vezes saem tarde do trabalho e vao directo para escola. Sr elisio devia rever essa situação dando uma tolerança principalemtne no 1º tempo para alunos que moram longe da cidade.

  4. Baldoque

    Oh Senhor Anildo. Você está a ser um pouco “Lela”, com todo o respeito pelos Lelas deste País.
    Abrir o 9º e o 10º foi uma aberração.
    Se as pessoas, durante o tempo normal andaram a brincar, fumar, mandriar, têm de pagar depois para que possam estudar.
    Não devem ser os contribuintes a estender, uma segunda vez, a mão a quem, durante o período legal de estudo obrigatório nada fez. Eu compreendo que a uma pessoa que, por razões ponderosas não conseguiu terminar os estudos, deve-se estender a mão

  5. Baldoque

    nas escolas públicas, mas aos outros que se lixem. Paguem para estudar.

  6. incognita

    Não sei o que o director da escola academica está a reclamar!! As condições daquela escola são pessimas e tratam mal os alunos, não têm respeito,as salas de aula são super lotadas, sem falar que tem alunos que faltam um semestre inteiro e depois recebem as notas como se nada foce, tenham vergonha na cara antes de reclamar qualques coisa. Pelo amor de deus.

  7. ahahahahahaha

    uma escola que nem um balde de lixo tem
    Alunos que transitam de favor
    uma escola onde os professoras dão uma nota e na pauta aparece outro
    uma escola onde humilham os alunos…

  8. gomes

    cabe ao estado criar codição para as pessoas estudarem. perdendo oportunidade diurna, devem ir estudar a noite e com uma propina + elevada.as escolas privadas,alias esta na lei, devem ter boas condições para concorrer com o publico, o que acontece nos outros paises.alias nem podia ser o contrario, como pode um coitado(maioria dos caboverdianos) estudar nas escolas privadas?

  9. Atento

    o sr Elisio por amor de Deus para de reclamar, pois alem da falta de condições em q os alunos estão a estudar, ainda vem o facto de senhor estar a exigir propinas adiantadas, não permitindo q os alunos assistem as aulas do mes de fevereiro mesmo estando pagas as propinas de outubro, o sr so se preocupa com dinheiro, não esta nem ai para as difilculdades e nem o bem estar social. Por favor não me venha falar de concorrencia do estado

  10. Atento

    o sr Elisio por amor de Deus para de reclamar, pois alem da falta de condições em q os alunos estão a estudar, ainda vem o facto de senhor estar a exigir propinas adiantadas, não permitindo q os alunos assistem as aulas do mes de Novembro mesmo estando pagas as propinas de outubro, o sr so se preocupa com dinheiro, não esta nem ai para as difilculdades e nem o bem estar social. Por favor não me venha falar de concorrencia do estado

  11. Saovicentino

    Caros leitores, a reclamação do Sr. Cadoque é uma aberração de bradar aos céus. Afinal do que reclama um director duma instituição que mal consegue meter os seus alunos dentro das salas de aulas? Não me digam que é chorar de barriga cheia porque a instituição que esse Sr. dirige tem tido sempre uma boa procura por parte de alunos que não podem estudar a noite por motivos varios.

  12. Saovicentino

    Outrossim o Sr. Cadoque devia estar a esfregar as mãos de contente porque os alunos do Ensino Recorrente de Sao Vicente são mais de que potenciais candidatos a estudar no seu estabelecimento de ensino no 11º e 12º anos pois com o impulso do ER certamente irão querer continuar os seus estudos. As escolas privadas de SV tem de parar de pensar somente nos seus bolsos e proporcionar aos seus alunos um ensino de qualidade, pois não é com salas superlotadas q se vai conseguir isso.

  13. Saovicentino

    Agora urge perguntar onde estão os alunos que não conseguiram matricular no ER por falta de espaço? Bem q podiam estar a estudar no Cruzeiro, na CETM ou ainda no “Nho Djunga”. A explicação é simples, esses estabelecimentos recusaram matricular esses alunos com o argumento de que não teriam alunos suficientes e a consequencia foi de que esses alunos tiveram que recorrer em debandada para a escola academica provocando assim uma avalache com salas a abarrotar pelas costuras.

  14. Saovicentino

    Oh Sr. Baldoque ou Cadoque seja lá quem for, por amor de Deus!!! q eu saiba estamos a viver num país de direito democratico em todos tem os mesmos direitos e a educação é uma delas. A forma Capitalista de pensar não coaduna de maneira nenhuma com o Direito a educaçaõ nem com a qualidade que se quer.
    Então nos tempos em q vivemos em q se não se estivr minimamente capacitado para competir no mercado de trabalho, quem não tem dinheiro para pagar as propinas aberrantes q os Srs praticam está frito.

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