“Bombeiros Municipais precisam urgentemente de soluções”

29/03/2018 01:03 - Modificado em 29/03/2018 01:03

Os Bombeiros Municipais de São Vicente estão numa situação crítica. A constatação é do Presidente do Sindicato da Indústria, Agricultura, Comércio, Serviços e Afins, SIACSA, que se encontra de visita de trabalho à ilha e que depois de se ter reunido com os profissionais, disse que o sindicato está a envidar os esforços necessários para resolver os problemas que assolam a classe há demasiado tempo.

Esclarece ainda que para tal, foi enviado desde logo à Câmara Municipal de São Vicente um caderno reivindicativo desde o dia 22 de Março, onde consta um conjunto de situações e que, segundo Gilberto Lima, é dever da edilidade intervir para que possa haver uma resposta o mais rapidamente possível sobre estas situações.

Dos pontos apresentados, este sindicalista considera grave o facto dos Bombeiros Municipais não terem, até ao momento, um seguro de vida, que é imprescindível para os trabalhadores que trabalham neste sector e que salvam vidas. “Há necessidade de implementar isto o mais urgentemente possível”, avança.

Para além disso, do caderno reivindicativo constam ainda situações como a implementação do Plano de Cargos, Carreira e Salário dos Bombeiros que não existe. “Este instrumento é necessário para que os trabalhadores tenham efectivamente um instrumento para regular a própria relação laboral no futuro”. Além disso, pesam também as condições de trabalho que o sindicalista definiu como péssimas: não há casas de banho, o alojamento é indigno para a classe, faltam meios de comunicação há mais de dois anos entre os bombeiros e a Câmara, a inspecção médica é obsoleta e ainda há falta de inspecção em todas as viaturas dos bombeiros, isso porque, segundo este sindicalista, fazem algumas inspecções, mas somente nas viaturas que eles têm “como pivôs” para tratar das demandas.

Outra questão que considera importante e que os “soldados da paz” exigem, tem a ver com a formação e capacitação dos bombeiros para que possam trabalhar “condignamente e desempenhar com conhecimento de causa as suas funções”, declara.

Outro ponto prende-se ainda com o número de bombeiros efectivos que existe no quartel dos bombeiros de São Vicente que trabalha apenas com 17 bombeiros efectivos, “o que é muito pouco se tivermos em conta a demanda populacional e o número dos bombeiros não satisfaz”, bem como, o nivelamento de categorias profissionais.

Assédio moral é outra situação que, segundo Lima, é bastante preocupante pois existe dentro do quartel um clima de abuso de poder, com ameaças sistemáticas de processos disciplinares e de punições sem causas explícitas e que devem ser conhecidas pela Câmara para resolver a sua quota-parte.

Diz ainda que existe uma discrepância salarial enorme entre os bombeiros ao serviço da ASA e os bombeiros da Praia pelo que, apesar de terem os mesmos regulamentos, não se compreende porque é que os trabalhadores da ASA aqui em São Vicente trabalham e recebem o mesmo que os outros e na Praia recebem mais que os bombeiros de São Vicente.

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