Greve cancelada:  Resolvido o braço de ferro entre o SIACSA e as empresas de segurança privada em SV

28/03/2018 01:18 - Modificado em 28/03/2018 01:20
| Comentários fechados em Greve cancelada:  Resolvido o braço de ferro entre o SIACSA e as empresas de segurança privada em SV

Após três dias de encontro entre as duas empresas de segurança privada de São Vicente, SILMAC e SEPRICAV, e o Sindicato da Indústria, Agricultura, Comércio, Serviços e Afins, SIACSA, chegou-se esta segunda-feira a um entendimento entre as partes, com a assinatura de um acordo que deitou por terra a ameaça de greve agendada para este fim de mês, entre 29 e 31 de Março.

Um acordo que, conforme o presidente deste sindicato, se for cumprido, “naturalmente vai fazer com que haja uma paz laboral mais sadia em São Vicente no sector da segurança privada em relação a estas duas empresas”, afirma Gilberto Lima que tem agora como foco, a resolução dos problemas de outra empresa de vigilantes em Vicente, a SONASA.

Em entrevista esta terça-feira à saída do encontro que aconteceu na Direcção-Geral do Trabalho, Lima avança que as três partes acabaram por decidir um acordo de princípio de benefício mútuo, “negociado num clima de entendimento recíproco de amizade, cordialidade e respeito que, pelo menos, irá resolver em parte, algumas situações emergentes da própria lei. O sindicato rege-se pela lei para defender os trabalhadores”, declara.

Dos pontos que estavam em negociação como a questão dos fardamentos, o sindicalista assegura que este é um problema que já está a ser resolvido nestas empresas e que as mesmas se comprometeram a intervir também no que se refere ao problema de falta de diálogo entre os supervisores e vigilantes. Entendeu-se que se deve formar e capacitar ambas as partes, no entanto, esclarece que estas são questões que também foram acordadas e que serão analisadas pelas empresas.

Ainda em relação ao pagamento das folgas suplementares, foi estabelecido previamente que se devem apresentar justificativos, provas de que trabalharam nos dias das folgas para poderem ser pagas. Também a questão das férias que, segundo os vigilantes, apesar de existirem mapas de férias, nunca são respeitadas, é necessário que a situação seja regularizada, assim como a colocação de vigilantes nos postos antes do término da sua convalescença, os subsídios de transporte, a mudança de categorias, bem como a aplicabilidade e implementação de subsídios nocturnos para vigilantes que trabalham só à noite, foram alguns dos pontos acertados durante esta reunião.

Para além destas questões, Gilberto Lima diz que existe uma situação em São Vicente nas empresas de segurança privada que tem a ver com questões inerentes à própria lei, que é a falta de casas de banho e de guaritas nalguns postos de trabalho.

Admite, no entanto, que são situações que não dependem efectivamente só da própria empresa mas de terceiros para os quais as empresas prestam serviço. “É uma questão pertinente e que consta da lei e que faz parte da observância das condições de trabalho no aspecto da higiene, saúde e segurança no trabalho”.

Neste particular, assegura que o SIACSA não se poderia dar ao luxo de deixar isso passar despercebido e, por isso, foi exigido que no prazo de noventa dias estas situações sejam regularizadas. “Se não se conseguir resolver este problema neste prazo por causa do imperativo da lei, vamos agir em conformidade e levar esta questão às “barras” do tribunal, porque os trabalhadores têm que ter casas de banho nos postos de trabalho”.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2018: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.