Presidente da CMM acusa Secretária-geral da UNTC-CS de estar ao serviço do PAICV

27/03/2018 06:45 - Modificado em 27/03/2018 06:45
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O Presidente da Câmara Municipal do Maio estranha as declarações da Secretária-geral da União Nacional dos Trabalhadores de Cabo Verde – Central Sindical, UNTC-CS, proferidas durante uma conferência de imprensa na Cidade da Praia, onde acusa os Serviços Autónomos de Água e Saneamento no Maio pela situação “gritante e alarmante” existente e que, nas suas palavras, se assemelha a “trabalho escravo”. Reacção às declarações feitas por Joaquina Almeida na passada sexta-feira, 22 de Março.

“A senhora SG da UNTC-CS veio ao Maio, não na qualidade de sindicalista mas sim numa missão para favorecer o PAICV local, estando sempre acompanhada e até instruída por elementos do PAICV”, acusa Miguel Rosa que questiona ainda se “nesta condição, ela entende haver condições para a manutenção de um clima de diálogo franco e sincero entre as nossas Instituições”.

De acordo com o edil maiense, Joaquina Almeida é, está “eivada de má-fé e até de uma tremenda falta de lealdade institucional que deve nortear as relações entre organizações idóneas”.

Para tal, desmente as declarações da sindicalista e afirma ainda que a autarquia do Maio não aceita esta acusação e defende que “os próprios colaboradores confirmam que desde que assumimos a administração municipal temos vindo a engendrar esforços visando a melhoria da situação laboral de cada um, em particular, as situações de férias acumuladas que estão praticamente resolvidas. Estamos a trabalhar para, no quadro da Lei vigente, sanar todos os constrangimentos como os subsídios de turno e outros que se mostrarem necessários”.

“É inconcebível que em pleno 2018, haja um único colaborador nosso a fazer trabalho escravo”, salienta o governante, confirmando que existe “uma ou outra situação que precisa de ser corrigida mas, honestamente, está longe de ser trabalho escravo”.

Garante ainda que a sua equipa está a trabalhar para a definitiva resolução de tudo quanto se possa configurar como violação dos direitos laborais.

A situação que a sindicalista quer generalizar está a ser equacionada e a mesma foi informada das razões por que ainda não se efectivou uma solução no SAAS que se prende com o processo de criação da Empresa Água e Energia do Maio, processo que impede, para já, a adopção de algumas medidas como o recrutamento de pessoal”, explica.

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