Partido Popular pede ao Governo “seriedade no cumprimento das promessas”

26/03/2018 07:11 - Modificado em 26/03/2018 07:11
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O vice-presidente do Partido Popular (PP), Felisberto Vaz Semedo, recomendou hoje o Governo para cumprir as promessas feitas aos cabo-verdianos durante o período das campanhas.

Reunido na sua reunião quinzenal da Direcção Nacional, os membros do PP abordaram os dois anos de governação do Movimento para a Democracia (MpD, poder), tendo no final constatado que o Governo “não está a cumprir as promessas” feitas aos cabo-verdianos.

Apesar de o Governo afirmar que houve crescimento do país, aumento do emprego, melhoria na segurança e melhoria no ambiente do negócio, o PP considera que a realidade “é diferente”, pois o país depara-se com “problema de transporte marítimo e aéreo, aumento de custo de energia e água, justiça lenta, grandes burocracias nos sistemas e falta de segurança”.

O PP critica ainda o Governo pelo facto de ter “discriminado” os armadores cabo-verdianos no concurso de concepção de transporte marítimo e de estar a “desmantelar” a companhia marítima Fast Ferry.

Felisberto Vaz Semedo disse discordar da estratégia do Governo em utilizar as frentes de trabalhos que estão a ser criadas no âmbito do plano de mitigação de mau ano agrícola, para afirmar que o emprego está a crescer.

“O primeiro-ministro tinha prometido nove mil empregos por ano, isso sem saber se ia chover ou não no ano passado, portanto não podem estar a justificar esses empregos precários de 200 e tal escudos e ocasional, que deve ir até Setembro, como crescimento de emprego”, referiu.

O vice-presidente do PP defendeu ainda que a verba disponibilizada pelos parceiros internacionais em 10 milhões de euros deveria ser alocada para os vales cheques e não para pagar as frentes de trabalho.

Em relação ao “melhoramento do ambiente de negócios”, relembrou que o primeiro-ministro prometeu na campanha um crescimento 07% ao ano, mas a constatação é que houve apenas um aumento de 03%.

“Há uma avaliação do Doing Business que diz que houve uma queda de 2016 a 2017, em que o país numa posição de 125, em 2016,  caiu em 2017 para 129, portanto não é crescimento. Nada é mais falso”, criticou.

Estando no mês da mulher, o PP aponta o dedo às instituições que trabalham com as mulheres, principalmente o Instituto Cabo-verdiano para a Igualdade e Equidade do Género, uma vez que, segundo disse, estas dizem defender os direitos das mulheres, mas enquanto isso as vendedeiras ambulantes continuam a ser perseguidas pelos guardas municipais.

“Estas não têm cumprido o seu papel. Não há respeito das instituições a favor das mulheres”, sublinhou.

Felisberto Vaz Semedo termina recomendando ao Governo que faça valer as suas promessas de “crescimento de emprego, mais segurança, mais justiça e melhoria do ambiente de negócios” no país.

 

Inforpress

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