Greve dos vigilantes da segurança privada em stand by

26/03/2018 06:41 - Modificado em 26/03/2018 06:41
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Na passada sexta-feira as empresas de segurança privada de São Vicente, SILMAC, SEPRICAV e o Sindicato da Indústria, Agricultura, Comércio, Serviços e Afins, SIACSA, reuniram-se para dialogar e tentar chegar a um acordo sobre as reivindicações dos vigilantes para evitar a greve agendada para os dias 29, 30 e 31 de Março.

De acordo com uma fonte deste online, durante a reunião foram discutidos vários pontos do caderno reivindicativo entregue às empresas. No entanto, até ao final da reunião os dois organismos ainda não haviam chegado a um acordo. Nenhuma decisão foi tomada e as negociações vão ser retomadas esta segunda-feira, na continuação do encontro mediado pela Direcção-Geral do Trabalho.

Destaca a mesma fonte que o encontro decorreu num clima tenso. De referir que os vigilantes representados pelo SIACSA não abrem mão de nenhum dos pontos estabelecidos no caderno reivindicativo porque consideram que são situações que se vêm arrastando há muitos anos e que as empresas nunca tiveram intenção de fazer qualquer mudança.

“Com tantas violações dos direitos dos trabalhadores, dos grandes atropelos da lei, vigilantes que têm salários de miséria e péssimas condições de trabalho bem como o assédio moral que estas empresas estão a tentar fazer desde que mudámos para este sindicato, continuamos com este pré-aviso de greve”, destaca um vigilante.

De acordo com o SIACSA desde Janeiro deste ano que enviaram um caderno reivindicativo para estas empresas e os vigilantes estão juntos e unidos e não se sentem minimamente incomodados com as formas de intimidação utilizadas pelas empresas.

Por seu lado, o Presidente da Associação Nacional das Empresas de Segurança Privada, Francisco Nascimento, diz que o serviço de segurança privada é um serviço árduo e de muita responsabilidade, pelo que o Estado tem que ter atenção, que é momento de se criarem as condições para que os vigilantes, os profissionais das empresas de segurança privada tenham um salário justo e adequado à tarefa que fazem.

Em Cabo Verde existem actualmente 16 empresas de segurança privada, 11 das quais integram a associação do sector.

 

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