Vigilantes: SIACSA defende o recurso  a greve se não forem respeitadas as reivindicações dos trabalhadores

23/03/2018 06:55 - Modificado em 23/03/2018 06:55
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Caso não houver acordo na reunião desta sexta-feira mediada pela Direcção-Geral do Trabalho entre a SILMAC, o SEPRICAV e o sindicato, haverá greve. Garantia dada pelo Presidente do Sindicato da Indústria, Agricultura, Comércio, Serviços e Afins, SIACSA, esta quinta-feira, à saída de um encontro entre o sindicato e os vigilantes.

Numa réplica às declarações das duas empresas de segurança privada, de que o sindicato está a agir de má-fé e de que é inoportuno e desacertado o pré-aviso de greve para finais de Março, bem como a ameaça da SEPRICAV de levar a tribunal os vigilantes e o SIACSA, Gilberto Lima afirma que as declarações destas empresas são falsas e que os vigilantes não se deixam intimidar com este tipo de pressão.

Segundo este sindicalista, “as declarações da SILMAC e da SEPRICAV são nuas de qualquer fundamento. Este é um acto de desespero dessas duas empresas que sabem efectivamente que estão a cometer grandes atropelos da lei, a maltratar os humildes vigilantes que têm salários de miséria e péssimas condições de trabalho”, ataca Lima que afirma ainda que o sector da segurança privada é “um sector muito pobre e que deveria ser visto pelas autoridades nacionais”.

No entanto, esclarece que entende o desespero destas empresas que, estando perante um pré-aviso de greve, têm de dar alguma desculpa. Relativamente à ameaça de levar o SIACSA às barras do tribunal diz que é o sindicato e os trabalhadores que devem levar essas duas empresas a tribunal porque “temos argumentos e fundamentos bastantes, com tantas violações dos direitos dos trabalhadores”, salienta este responsável sindical que considera como assédio moral e sindical o que estas empresas estão a tentar fazer.

Relembra que desde Janeiro deste ano que enviaram um caderno reivindicativo para estas empresas e que apenas a SILMAC respondeu, mas com argumentos que não convenceram o sindicato e muito menos os vigilantes dessa empresa. Entretanto, a SEPRICAV nem sequer respondeu e a SONASA não entrou no rol das reivindicações, porque só agora é que aderiram ao SIACSA em São Vicente, enquanto que os outros estão neste sindicato desde Dezembro do ano passado.

Diz ainda que o sindicato tentou por todas as vias negociar com o Director-Geral da empresa, mas não surtiu efeito e, agora, a desculpa é que “estamos de má-fé, ou seja, invertem as coisas” mas, conforme explica, estas duas empresas não estão a conseguir resolver um problema de organização.

Sobre esta sexta-feira, diz que a atitude é de conseguirem negociar num clima de diálogo aberto, franco e respeitável para encontrar as soluções para resolverem os problemas e inverterem esta situação.

Destaca ainda que os vigilantes estão juntos e unidos e que não se sentem minimamente incomodados com as formas de intimidação utilizadas pelas empresas. De referir que na passada segunda-feira, o SIACSA entregou um pré-aviso de greve apontando factores como a alegada suspensão de alguns vigilantes do sistema de previdência social, fardas obsoletas, não pagamento de folgas suplementares, salários diferenciados e inexistência de mapa de férias, bem como situações de assédio moral aos vigilantes, exigência de subsídio de transporte e subsídio de turno e nocturno.

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