SILMAC considera que a greve dos vigilantes anunciada pelo SIACSA para finais de Março é ilegal

21/03/2018 11:41 - Modificado em 21/03/2018 11:41
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Face as declarações prestadas ontem, terça-feira 20, pelo presidente do SIACSA, Sindicato da Indústria, Agricultura, Comércio, Serviços e Afins, Gilberto Lima, sobre o facto de ter entregado um pré-aviso de greve alegando certas situações, a SILMAC esclarece que estas informações veiculadas por este sindicato não correspondem a verdade, traduzindo em acusações absolutamente infundadas e passíveis de afectar negativamente o bom nome da empresa.

Por isso acusa a SIACSA de entregar um pré-aviso de greve em São Vicente de inoportuno e desacertado, uma vez que todas as reivindicações dos sindicatos foram atendidas pela empresa ou negociadas no âmbito do Acordo Colectivo de Trabalho (ACT), afirma a Vera Santos Diretora Geral da empresa.

De relembrar que ontem o sindicalista Gilberto Lima garantiu que os vigilantes das empresas de segurança privada SILMAC e Sepricav, em São Vicente, pretendem entrar em greve nos dias 29, 30 e 31 de Março.

O pré-aviso foi entregue esta segunda-feira, alegando factores como a alegada suspensão de alguns vigilantes do sistema de previdência social, fardas obsoletas, não pagamento de folgas suplementares, salários diferenciados e inexistência de mapa de férias, bem como situações de assédio moral aos vigilantes exigência de subsídio de transporte e subsídio de turno e nocturno. Situações que segundo o sindicalista acontecem tanto na SILMAC como na Sepricav.

Contrariando as declarações deste sindicalista, a directora geral da SILMAC afirma que ao contrário que foi avançado por Lima, a empresa “cumpre escrupulosamente todas as suas obrigações legais para com os seus colaboradores, nomeadamente as respeitantes ao INPS, às Finanças e à Inspecção Geral do Trabalho” afirma Vera Santos, salientando o facto de que “não existe nenhum incumprimento no que toca a pagamentos do INPS. Folgas dos colaboradores, subsídios devidos, mapas de férias ou qualquer outra”.

Em relação aos fardamentos diz que em 2016 foram inseridas novas fardas e desde de então todos os vigilantes usam uniformes padronizados, adequados da sua função.

Segundo Vera Santos, a SILMAC tem-se mostrado sempre aberta ao diálogo, nunca se furtando à discussão de qualquer assunto identificado como relevante pelos sindicatos ou pelos colaboradores.

Ainda sobre o acordo assinado no passado dia 06 de Março, sobre a nova grelha salarial a direcção assegura que a empresa empenhou-se de forma “ativa e responsável” e que a empresa está a aguardar a publicação oficial do acordo para que se possa constituir a Comissão Paritária, que integrará sindicatos e empresas do sector e que criará os instrumentos necessários à implementação da nova grelha salarial”.

Para concluir, apela a “ sensatez dos envolvidos neste processo negocial, bem como ao sentido de responsabilidade do SIACSA, para que ponha fim a desinformação sistemática do opinião pública em relação a SILMAC, resultante do recurso a técnicas de comunicação que têm falseado, dolosa ou inadvertidamente, a realidade dos factos”.

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