MpD acusa o PAICV  de fazer uma “oposição raivosa”

19/03/2018 06:48 - Modificado em 19/03/2018 06:48
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“Estão a executar a estratégia delineada de tentar fazer a vida negra ao Governo através de uma oposição raivosa, negativista, sem causas, sem alternativas, desconectada do país real e, diríamos, uma oposição com contornos de infantilidade. De uma forma irresponsável querem passar a todo o custo a imagem de um país enlameado em escândalos e corrupção. De um país em estado de caos. Este é o retrato fabricado pelo PAICV. Um retrato que não corresponde à realidade do país”. Afirmações do Secretário-geral do MpD, Carlos Monteiro. Isto, após a análise do PAICV sobre a degradação da situação socioeconómica do país. “Cabo Verde está a passar por um período sensível e complexo! A credibilidade do País – um grande activo dos últimos anos – está em crise! Mensalmente, vêm ocorrendo escândalos, envolvendo as mais altas figuras da governação. Tudo isso, perante uma completa ausência do Primeiro-ministro que os cabo-verdianos escolheram”.

Os dois maiores partidos não se conseguem entender sobre a situação do país e continuam com parada e resposta sobre os assuntos importantes do país. No último fim-de-semana em visita ao  interior de Santiago  PAICV volta a questionar o programa de mitigação do mau ano agrícola que não está a resolver os problemas dos agricultores e criadores de gado. Sempre o PAICV questiona a felicidade prometida aos cabo-verdianos pelo MpD, mas que na prática não tem surtido efeito e elenca vários problemas que o país tem passado sem resposta do Governo.

O MpD, por seu lado, “exorta o Governo a continuar focado e tranquilo no reforço das políticas de crescimento económico, criação de oportunidades e da inclusão social”. Para o MpD, o Governo está bem, com a economia a crescer, com mais confiança, segurança e investimentos. Mas, ao contrário do que sublinha o MpD, o PAICV avança que estão todos à espera das soluções prometidas pelo Governo.

Dois tipos de discursos diferentes que têm divido. “O PAICV, por seu lado, está determinado em cumprir o seu papel de oposição democrática, com responsabilidade”, enquanto que para o Governo e o MpD a oposição tem estado desnorteada. Uma divisão dos dois partidos quando se aproximam momentos importantes para o país, agora que se vai dar início ao debate sobre a regionalização e ao agendamento para a revisão constitucional.

Os dois lados afirmam manter-se firmes nas suas posições, que todos têm agido da melhor forma, mas com cada parte a defender a própria posição e criticando o adversário.

“Cabo Verde e os cabo-verdianos mereciam ter uma oposição mais construtiva e menos irresponsável”, adianta o MpD. Ponto de vista diferente tem o PAICV para quem “Cabo Verde está, neste momento, sem Primeiro-ministro! O Primeiro-ministro eleito, Ulisses Correia e Silva, decidiu deixar o cargo de Primeiro-ministro e esqueceu-se de avisar os cabo-verdianos!”. A quezília política dos dois partidos sempre se verificou tendo escaldado nestes últimos tempos com trocas de acusações e críticas, no momento em que o país se depara com algumas questões importantes como a TACV, o mau ano agrícola, a regionalização, o aumento dos preços entre outras questões que dizem respeito ao presente das pessoas.

 

 

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