TACV: Trabalhadores do Mindelo juntam-se à manifestação com concentração à frente da sede da empresa

15/03/2018 06:55 - Modificado em 15/03/2018 06:55
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À semelhança do que vai acontecer na Cidade da Praia, os trabalhadores da TACV juntam a própria voz numa concertação reivindicando o que os sindicatos também vêm reivindicando no processo da TACV. A concentração, como adianta Tomas Delgado do sindicato, vai acontecer à porta da empresa em São Vicente. Essas acções visam demonstrar o descontentamento e a revolta dos trabalhadores pela situação que a empresa vem passando, pedindo celeridade no processo. Em cima da mesa estão a proposta de indemnização, o programa de pré-reforma e as condições para a transferência de trabalhadores para a ilha do Sal.

Devido ao número de trabalhadores, a opção recaiu sobre uma concentração, ao invés de uma manifestação. Os sindicatos e os trabalhadores têm criticado a forma como o processo tem sido guiado, devido à falta de informação por parte tanto da empresa como do Governo e da resolução da situação dos trabalhadores.

Relativamente ao processo, Tomas Delgado avança que têm sido “muito maltratados o que leva as pessoas a fazerem este tipo de acção”, juntando também a ideia de uma greve, se os problemas persistirem em não serem resolvidos. “Tem-se falado em salvaguardar os direitos dos trabalhadores, mas é somente conversa”, avança o sindicalista.

Sobre a manifestação, o Ministro José Gonçalves afirmou que “seria infeliz, neste momento, em que se está à procura de melhores soluções possíveis e com grande potencial futuro da nossa companhia em termos de um hub aéreo”. Afirmação que Tomas Delgado questiona defendendo que não se pode fazer uma afirmação do género com pessoas à beira do desemprego e a lutarem pelos seus direitos. Essa acção não pode ser classificada como infeliz.

“Todos os dias falam do hub e de outros processos que estão bem conduzidos, mas em relação às questões fundamentais que dizem respeito aos trabalhadores não fazem nada”, sintetiza. O sindicalista não tem dúvida do sentimento de revolta e de angústia por parte das pessoas, com “uma atitude que mira resolver os problemas, menos os dos trabalhadores que são a base de qualquer organização”.

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