Segundo dia de julgamento: Defesa diz-se sentir condicionada na primeira parte do julgamento

14/03/2018 07:14 - Modificado em 14/03/2018 07:14
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Esta terça-feira, segundo dia do julgamento dos inquiridos do caso “Operação Zorro”, foi destinada à audição das testemunhas. Esta manhã foram ouvidos três inspectores da Polícia Judiciária, o pai do capitão do veleiro, o dono da escola de náutica da ilha Bela e um amigo de Daniel Guerra. A parte da tarde ficou reservada para outras testemunhas.

Segundo os inspectores da PJ, o primeiro passo da operação foi, munidos de um mandato de busca, efectuar averiguações no quarto de Daniel Dantas e de Rodrigo Dantas que estavam hospedados na Pensão Chave de Ouro, num único quarto onde encontraram uma certa quantidade de cannabis e haxixe, sendo que o haxixe pertencia ao mais jovem, o Rodrigo Dantas, tendo o mesmo admitido perante as autoridades.

Este conta que ao chegarem à embarcação, foram recebidos de forma normal e que os dois arguidos, Daniel Guerra e o capitão Olivier Tomas, que durante as buscas se mostraram bastante cooperantes, não cumpriram, no entanto, a disposição de não utilizarem os dispositivos electrónicos, nomeadamente, telemóveis, tendo apanhado em flagrante o Daniel Guerra a comunicar com o proprietário do barco, o tal senhor “Fox” .

“Depois de explicar a própria presença e de ter apresentado o mandato de busca, foram advertidos que não poderiam usar os telemóveis ou outro”, afirma uma das inspectoras do caso.

Declarações negadas pelo arguido Guerra que afirma que em nenhum momento foi advertido sobre o uso de telemóveis, se conforme afirma, “nem uma revista à nossa pessoa foi feita”. Assegura o arguido Guerra que contradiz ainda as declarações da inspectora sobre o facto de não terem sido informados sobre os próprios direitos.

Por sua vez, o capitão do veleiro admite que a ordem de contactar o proprietário do navio sobre o que se estava a passar e da possibilidade da viagem demorar mais, veio dele.

Ainda durante o interrogatório da inspectora da PJ, a defesa do arguido Rodrigo protesta pelo facto de não lhe ter sido possível interrogar a testemunha sobre o momento em que deram voz de prisão ao Rodrigo. Por sua vez, o Tribunal disse que indeferiu a questão, entendendo que nesta fase se mostra completamente desnecessário.  

Sobre isso, a defesa critica ainda o facto de existirem documentos usados pela acusação e aos quais a defesa não teve acesso, como o conteúdo de um telemóvel apreendido pela PJ.   

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