Julgamento Operação “Zorro”: PJ não sabe onde , quando e  quem carregou a droga

13/03/2018 07:18 - Modificado em 13/03/2018 07:18

O chefe de brigada da PJ    , que conduziu a operação e instrui o processo , disse ao Tribunal  que a “ PJ não sabe quem , onde e quando os 1157 quilos de cocaína que foram aprendidos a bordo do veleiro foram carregados .”  O inspector também disse que na investigação não recolheram provas que os tripulantes foram contratados para o transporte da quantidade de droga apreendida, mediante uma avultada compensação remuneratória. Para defesa o depoimento de Rui Pina “deita a abaixo o ponto 16 da acusação  que sustenta que todos os arguidos foram contratados para o transporte da quantidade de droga apreendida, mediante uma avultada compensação remuneratória e conheciam os esconderijos onde a mesma encontra-se dissimulada para o seu transporte até ao ponto final “. Pelas declarações  do responsável da PJ a defesa “ sabia que no processo não existiam provas para sustentar o ponto 16 e tudo indica que essas provas não vão ser apresentadas no de decorrer do julgamento “

De acordo com o inspector da PJ, o navio estava a ser monitorizado mesmo antes de chegar a Cabo Verde, isso depois de terem recebido uma informação, uma semana antes da sua chegada, de que o navio estava carregado de droga.

Ao prestar declarações no Tribunal, o inspector disse que quando a embarcação chegou a São Vicente foi montado um dispositivo de vigilância ao barco e que no dia 23 de Agosto de 2017, na sequência de uma busca efectuada no veleiro Rich Harvest, de bandeira britânica, através do Departamento de Investigação Criminal do Mindelo, foram apreendidos 1063 pacotes com 157 quilogramas de cocaína acabando por contabilizar no total, 1157 quilogramas.

. sobre a forma como a droga  foi descoberta o inspector revelou que  foi preciso remover diversas estruturas do navio para que a polícia pudesse ter acesso ao local, entre os quais retirar a água de um dos tanques, remover uma estrutura que sustentava o tanque de onde a PJ conseguiu chegar à droga que estava acondicionada debaixo do depósito de água e de difícil acesso.

Informações corroboradas pela PJ que afirmou ainda que os dois membros da tripulação estiveram sempre cooperantes nas buscas. “Foi retirado o colchão, uma placa, depois retiramos a água do tanque, levantamos um soalho de ferro e, ao levantar a tampa da estrutura, encontrámos a droga. Uma operação bastante delicada e de difícil acesso”, assegurou o inspector da PJ.

Entretanto, a PJ afirmou que caso o navio não aportasse em São Vicente, seriam abordados de qualquer forma, porque estava a ser monitorizado e sabiam o que estavam à procura. “Houve uma troca de informações entre a Polícia Judiciária de Cabo Verde e a Polícia Federal Brasileira. Tínhamos informações sobre o navio e sobre o proprietário, mas nada sobre a tripulação”, declarou o inspector ao ser questionado pela defesa sobre a questão relativa ao crime de associação criminosa.

Segundo as autoridades policiais, foi feita a maior apreensão de droga em São Vicente e a segunda em Cabo Verde, logo a seguir aos 1500 kg de droga apreendidos no quadro da operação “Lancha Voadora” levada a cabo na ilha de Santiago.

  1. Lucífer

    se a moda pega … que brincadeira é essa ??? os traficantes são apanhados com o barco cheio de droga, e a polícia é que tem de provar que eles são culpados ??? ahahahaha simplesmente pelo facto de serem os responsáveis pela circulação do navio já faz deles culpado!!!

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