CPI  TACV – Olavo Correia: “Optou-se pela privatização quando o caminho era a liquidação”

13/03/2018 07:11 - Modificado em 13/03/2018 07:11
| Comentários fechados em CPI  TACV – Olavo Correia: “Optou-se pela privatização quando o caminho era a liquidação”

A CPI da TACV continua as audições sobre os actos de gestão da TACV. Voltando-se para o passado mais recente da empresa, o Vice-primeiro-ministro e Ministro das Finanças, Olavo Correia, foi auscultado pela comissão, tendo abordado os negócios actuais da empresa.

A privatização da empresa está na agenda como forma para tornar a viabilizar a mesma, retirando a preocupação do Estado. Sobre a privatização, avança que o negócio comporta riscos. E sobre este assunto, avança que existe um parceiro “que está interessado, os dados são positivos e que ainda existem riscos até à sua conclusão”, riscos que cabe ao Governo gerir da melhor forma.

“Estamos num bom caminho. Em princípio, em meados deste mês, teremos o resultado da avaliação da TACV com base no novo modelo de negócio e, depois da avaliação, nos termos da lei iniciará o processo de privatização. Fechando o encontro, esperamos ter um parceiro estrangeiro”. Avança que ainda conta com parceiros nacionais para a compra dos remanescentes riscos da empresa.

Adianta que para a viabilização da empresa, o Governo correu riscos quando o caminho era a liquidação da empresa tendo o Governo recebido conselhos neste sentido. Mas preferiu correr o risco e “fazer os reajustes que valeria e valerá a pena”, como sublinha.  “Estamos a falar de pessoas, de uma estratégia e do futuro do país, mas há custos a serem suportados pelos contribuintes. Queríamos continuar esta solução para a empresa, estamos no bom caminho para ser uma realidade”, afiança.

Até à privatização da empresa que o Governo espera aconteça ainda neste semestre, admite que é necessário que o Governo continue a financiar a TACV do ponto de vista de operações e que será encontrada uma solução para o saneamento financeiro e redução do pessoal.

Sobre o financiamento, Olavo Correia adianta que não há transferência de recursos no que diz respeito às ligações internas. Sobre a Ice Lander existe uma parceria, não existe transferência de dinheiro. Mas são convertidos em participação social”, como explica.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2018: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.