Julgamento / “Operação Zorro”: Familiares confiantes na absolvição

12/03/2018 07:20 - Modificado em 12/03/2018 07:20

Começa hoje o julgamento do caso “Operação Zorro”, onde estão envolvidos três brasileiros e um francês acusados de tráfico internacional de droga e de associação criminosa e, que estão detidos desde o passado mês de Agosto na Cadeia Central da Ribeirinha. Os tripulantes foram detidos há pouco mais de seis meses a bordo de um veleiro “cheio” de droga cuja existência juram desconhecer.

Esta segunda-feira, 12 de Março, inicia o julgamento dos quatro arguidos do processo “Operação Zorro”. O juiz do 1º Juízo Crime do Tribunal da Comarca de São Vicente que indeferiu o pedido da defesa de relaxamento da prisão dos arguidos, começa a julgar o caso da maior apreensão de droga realizada em São Vicente.

Familiares e amigos de Daniel Guerra, Rodrigo Dantas e Daniel Dantas que se encontram na ilha, após efectuarem este domingo a última visita antes do julgamento, garantem que os indiciados estão bem.

De acordo com o pai de Rodrigo Dantas, o filho e os demais velejadores estão “bem tranquilos, sabem e têm a consciência que são inocentes, que foram vítimas de uma armadilha e têm a certeza que justiça vai ser feita e que serão postos em liberdade”.

João Dantas Netto, que se encontra em São Vicente para assistir ao julgamento, mostra-se confiante num bom desfecho do caso.

O caso

No passado dia 23 de Agosto de 2017, na sequência de uma busca efectuada ao veleiro Rich Harvest, de bandeira britânica, que se encontrava atracado na Marina do Mindelo, a PJ, através do Departamento de Investigação Criminal do Mindelo, apreendeu 1157 quilogramas de cocaína que, segundo as autoridades policiais, é a maior apreensão feita em São Vicente e a segunda em Cabo Verde, logo a seguir aos 1500 kg de droga apreendida no quadro da operação “Lancha Voadora”, levada a cabo na ilha de Santiago.

A droga encontrava-se acondicionada em 1063 pacotes e, na operação, a PJ deteve quatro indivíduos do sexo masculino com idade compreendida entre os 25 e os 49 anos, três dos quais de nacionalidade brasileira e um de nacionalidade francesa, por suspeita da prática de tráfico de estupefacientes.

De acordo com os familiares, o Ministério da Justiça do Brasil, através da Embaixada Brasileira em Cabo Verde, entregou no dia 22 de Fevereiro deste ano à Procuradoria-Geral da República, um relatório com mais de 600 páginas autenticadas contendo um “despacho fundamentado elaborado pela Polícia Federal Brasileira a partir de um inquérito com uma minuciosa investigação, com provas, documentos e depoimentos”.

Onde “consta que não encontrou nenhum indício de participação da tripulação no tráfico dos 1157 kg de cocaína escondidos no veleiro e nem vínculo ou associação criminosa com os verdadeiros responsáveis” e que a “diferença de conteúdo nos inquéritos da Polícia do Brasil e de Cabo Verde são enormemente desproporcionais”.

Nisto, sublinha que diante deste facto, os advogados solicitaram ao Tribunal o relaxamento da prisão de todos para que aguardassem o julgamento em liberdade, cuja data está marcada para o próximo 12 de Março de 2018 e que foi negado pelo juiz responsável do caso.

  1. Lucífer

    Pronto … cada um com a sua tese! Hitler também pode ser considerado um inocente alegando que ele não sabia o que as tropas dele faziam fora do horário normal de expediente kkk

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