UCID preocupada com a educação com destaque no pré-escolar

9/03/2018 02:41 - Modificado em 9/03/2018 02:41
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A UCID demonstra preocupação com alguns aspectos relacionados com a educação. Na sequência da visita da delegação do ministério da educação à ilha de São Vicente e de Santo Antão, o partido mostra a sua indignação em relação à questão dos manuais, da desistência escolar no Ensino Secundário e no pré-escolar.

Sobre os manuais, a deputada nacional Dora Pires avança que a indignação do partido se deve ao facto que os manuais ainda não foram colocados à venda, depois da primeira vaga ter sido impressa com erros, tendo sido recolhida para melhoria. “Prometeram fazer a revisão e colocar no mercado, entretanto, praticamente dois terços do ano lectivo já se foi, falta um semestre, e os manuais ainda não foram colocados”. A deputada reconhece que alguns dos manuais estão na internet, “mas nem todos têm acesso à internet”. Ainda sobre o assunto, a deputada chama a atenção para a desistência escolar no Ensino Secundário, “com alunos a aparecerem no início do semestre para depois desaparecerem. A nossa preocupação é que sendo o ensino gratuito, porque razão estes alunos não estão a acompanhar?”. Dora Pires chama à responsabilidade os pais e os directores para reflectirem sobre a situação.

O sistema de avaliação, além de mais uma preocupação, pode estar na base para o fenómeno do abandono. Como explica, o sistema permite que os alunos possam faltar. “Prejudica a aprendizagem e o seguimento do aluno em relação à avaliação” uma vez que não tem em conta as faltas mas apenas as notas que os alunos tiraram nos testes para passarem. Para Dora Pires, este sistema pode estar a influenciar a desistência dos alunos.

A questão da UCID reside também no pré-escolar. Isto depois da visita a um jardim infantil na ilha e a outros três na Praia. “O pré-escolar não é gratuito, é subsidiado, e todos os problemas serão resolvidos com a lei de base do sistema educativo. Chamámos a atenção no Parlamento aquando do debate sobre a educação que se deveria fazer a revisão do sistema de base e aprovar as mudanças para, só depois, acontecerem. Estamos prestes a terminar a lei de base. A lei já deu entrada, não foi agendada, não foi discutida mas as mudanças estão a ser postas em prática desde Setembro”.

Depois de ouvir os coordenadores, informou que estes não sabem dos apoios, se serão através das Delegações ou das Câmaras. Nesta questão, baseia-se no programa de Governo e do Orçamento de Estado para 2018, do aumento da escolaridade obrigatória e da integração do pré-escolar no sistema formal de ensino, com verbas discriminadas para a realização destas duas medidas. “Porque temos cerca de quinze por cento de crianças fora do pré-escolar”.

“Se foi dito que o pré-escolar é obrigatório e que não há financiamento e subsidiação para as famílias, chamamos a atenção sobre o que está no programa e no Orçamento de Estado para que o Governo tome as providências necessárias porque as crianças devem estar sim no jardim preparando-se para entrarem no Ensino Básico”.

Neste sentido, avança que primeiro a lei deverá ser licenciada para só depois se proceder às mudanças. A UCID quer ver os montantes do orçamento distribuídos.

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