TACV: CPI suspensa e partidos acusam-se uns aos outros

8/03/2018 00:41 - Modificado em 8/03/2018 00:41
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As audições da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a TACV voltaram a ser suspensas, inviabilizando, por agora, a audição da antiga Presidente da Associação do Pessoal Navegante de Cabine da Aviação Civil. Oportunidade para os dois partidos, MpD e PAICV, trocarem acusações recíprocas sobre os trabalhos e o que se está a desvendar sobre as medidas tomadas na empresa. O Presidente da CPI, Emanuel Barbosa, volta a mencionar a falta de condições técnicas para dirigir os trabalhos. “Não posso permitir que enquanto Presidente da CPI, seja substituído na condução dos trabalhos pelos deputados do PAICV. É inadmissível”.
Para o MpD, a CPI foi suspensa devido à indisciplina dos deputados do PAICV. “Ao que tudo indica, os deputados do PAICV não estão interessados em resolver o assunto e fizeram bagunça. Enquanto isso, o deputado do PAICV, Walter Évora, avança que o Presidente da CPI não tem poder regimental para cancelar a reunião. E determinou a suspensão destes dois últimos dias sem se reunir com os membros para a maioria deliberar neste sentido.
Para Évora, existem duas razões: “ou o grupo do MpD quer propositadamente inviabilizar estas audições agora que começamos a descortinar informações de acções graves da década de noventa”, ou “o Presidente da CPI não tem estabilidade emocional e maturidade politica para continuar como presidente desta CPI”. Relativamente ao primeiro ponto, o PAICV aponta a venda de dois aviões da “casa”, avaliados em quatro milhões de dólares, a um país em guerra, e cujo montante não entrou nos cofres da TACV. Acrescenta ainda uma fraude fiscal levada a cabo pelas administrações da TACV “que retinham os descontos e não os repassavam para o Estado”. Para o PIACV, “estes temas incomodam o MpD”.

Por sua vez, o MpD através do deputado Francisco Correia, contrapõe-se afirmando que o PAICV não tendo uma agenda “preocupa-se em criar factos e barulhos na comunicação social” o que, para o deputado, “é a única forma de aparecer e ter uma vida política”.
Sobre a venda dos aviões, afirma que se “está para esclarecer a verdade na CPI que foi solicitada pelo MpD e se se detectar alguma irregularidade, os autores serão responsabilizados”.

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