Operação Zorro: Investigação da Policia Federal Brasileira atira a baixo a acusação do MP

6/03/2018 02:18 - Modificado em 6/03/2018 02:18

A defesa dos velejadores brasileiros e do capitão francês tinha prometido “ demonstrar e atira a baixo a acusação do Ministério Público na audiência de julgamento “.Mas não foi preciso  esperar pelo julgamento. Os investigadores da Policia Federal Brasileira já fizeram esse trabalho. Um Despacho Fundamentado do Departamento de Policia Federal Superintendência Regional da Bahia, datado de 7 Fevereiro deixa sem suporte a acusação que o Ministério Publico de Cabo Verde fez contra os tripulantes do veleiro.

O MP sustenta na sua acusação de tráfico de droga de alto risco agravado  que os arguidos sabiam que era proibida a detenção e transporte dos produtos apreendidos e que mesmo assim não se abstiveram de tal conduta “. Considera ainda que agiram “ livres, deliberada e conscientemente, mesmo sabendo que tais comportamentos eram proibidos por lei “. Mas as investigações da PFB conclui precisamente o contrário:  a tripulação não sabia que o veleiro Rich Harvest transportava droga . O despacho é conclusivo: “ disse podemos concluir sem sombras de dúvidas que a droga foi introduzida na embarcação, não no Rio Grande do Norte, não na Bahia, mas no estado do Espirito Santo”. Recorda-se que a tripulação detida em São Vicente embarcou em Natal, onde a PFB fez uma busca e não encontrou a droga. O Despacho afirma que “a droga foi dissimulada no interior da embarcação por George Saul, que foi o responsável inclusive em realizar a laminação de fibra no interior do porão, não havendo nenhuma circunstância que lhe obrigasse a compartilhar com a tripulação acerca dessa informação, qual seja, a existência da cocaína dentro do barco.”.

Associação Criminosa

O outro crime que o MP acusa os tripulantes é de Associação Criminosa. Também neste especto a investigação da PFB deixa o MP sem provas ou argumentos para continuar a defender a sua tese frágil de associação criminosa. Pois conclui no final da investigação que “ Tão pouco restou comprovado nesses autos que tripulação presente na embarcação quando da abordagem da Policia Federal na cidade de Natal mantinham um desígnio associativo com a pessoa de George Saul. Pelo contrário, os documentos que vieram aos autos deixam claro que houve contratação de mão-de-obra especializada através de uma empresa especializada, qual seja Te Yatcht Pouvereau Company após George Saul ter problemas com um outro capitão que havia sido contratado justamente por essa empresa. Os depoimentos são unânimes em afirmar que a tripulação jamais foi vista com George Saul em ocasião anterior ao período de dias que antecedeu a viagem”.

E é com base nesses pressupostos que Departamento de policia Federal Superintendência Regional da Bahia deixa de indiciar os quatro velejadores detidos em Mindelo como responsáveis “ por operacionalizar a cocaína que foi remetida a partir do Brasil para o exterior “ e decide indiciar Robert James Delbos, Mattew Stephen Bolton e George Edward Saul “

Tem a palavra o Ministério Público se considera que perante os novos factos nada muda e mantém os termos da sua acusação e no julgamento vai tentar provar que a sua tese contrária a congénere brasileira está certa. Resta saber como vai rebater os depoimentos que fazem parte do despacho que citamos .

  1. Henrique

    Um absurdo o MP responder que nada muda após a presentação do novos fatos! Parece que não se importam com a justiça.

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