Jorge Santos diz que desemprego em São Vicente vai aumentar

6/11/2012 00:09 - Modificado em 6/11/2012 00:10

Jorge Santos, deputado eleito por São Vicente, fez uma intervenção no Parlamento onde considera que a ilha vive uma crise profunda. E no seu entender, o provir não se afigura melhor mediante a inércia e falta de soluções do governo. Em relação ao desemprego, o deputado considera que a “estatística” aponta para um aumento: “Hoje São Vicente passa por dificuldades diversas. É a ilha com mais desemprego em Cabo Verde, 18,3% em 2011, contra 12,2% a nível Nacional, com perspectiva de aumento em 2012 para mais de 20%”.

 

E o aumento do desemprego tem como fundamento a crise que afecta a economia mindelense. É uma economia em crise (comércio, indústria, pesca, turismo e transporte…). As actividades marítimas e portuárias estão em profunda crise e com grandes constrangimentos, a saber: Deficiente sistema de registo convencional de navios; défice de efectivos e capacidade da actualização dos marinheiros, com formação e certificação; ausência de incentivos à formação para o sector marítimo; uma frota obsoleta e inadaptada; ausência de uma estratégia nacional de renovação e modernização da frota; dificuldades na obtenção de créditos atendendo às elevadas taxas de juro; fragilidade e ausência de regulamentação e regulação do sector marítimo – portuário”.

 

Soluções

Santos defende que são precisas medidas concretas para fazer face à crise. E entre outras, aponta as seguintes medidas: “Exige-se a requalificação e a modernização do Porto Grande do Mindelo; a construção dum Terminal de Cruzeiros; a privatização da CABNAVE para permitir a sua requalificação e modernização; a criação de uma base logística em São Vicente, a promoção e criação da Escola Superior para assuntos e negócios do Mar, o apetrechamento do Aeroporto Cesária Évora com equipamentos necessários às operações nocturnas para voos internacionais; a dinamização da captação de investimentos nacionais e externos para São Vicente e a normalização das relações institucionais entre o Governo e a Câmara Municipal.

  1. JSantos

    Eu acredito que a taxa real de desemprego está acima, muito acima mesmo dos 20%. A crise em S.Vicente é tão grave, basta analisar a cidade e ver a inercia que dela se apoderou. E como se diz na giria “cadê traboi” . O sector da construção civil, é o que
    mais movimenta a economia. Em S.Vicente, a única obra do estado ainda em execução é a Delegacia de Saúde, cuja fase de conclusão está para breve. Os privados não constroem,
    face ao espectro da crise. É caso para dizer, abrem as FAIMO

  2. Nelson Cardoso

    Desde de que a Câmara Municipal deixe de ser a oposição ao Governo e trabalhe para o povo de São Vicente, os problemas diminuirão. Deve deixar o MPD e os Deputados fazerem a oposição e não a CM em si.

  3. mindelo

    ess´ê se desej. ma ele ta fca kess graça. ja ninguem o leva a serio

  4. Gerry Ferreira

    Mesmo as pesoas com projecto na mão não conseguem falar com a equipa politica da Camara. Digo politica porque todos os funcionarios dizem que quem decide é o Presidente ou os Vereadores mesmo para as questões de lana caprina. Com essa taxa de desemprego, o J.Santos devia perguntar aos seus pares da Camara por que até os investidores tem problemas em chegar neles. Portam-se como funcionarios saindo da cidade na sexta e regressando domingo à noite. Icompetencia e desleixo.

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