“Operação Zorro”: Mobilização nas redes sociais  a favor dos velejadores presos em São Vicente

5/03/2018 00:50 - Modificado em 5/03/2018 00:50

Os próximos dias serão particularmente difíceis para os familiares dos velejadores presos em São Vicente, detidos há pouco mais de seis meses a bordo de um veleiro  com mais de uma tonelada  de cocaína  . Com efeito, aproxima-se o julgamento onde vão ter de explicar às instâncias judiciais não só o ocorrido como também responder as acusações do Ministério Publico   que acusa de e tráfico de droga de alto risco agravado e de Associação Criminosa

Com o aproximar-se da data de realização do julgamento dos três brasileiros e do francês, o comandante Olivier Tomas, que estão presos em São Vicente desde Agosto passado, aumentam nas redes sociais campanhas de mobilização a favor dos velejadores brasileiros que clamam pela própria inocência..

Este online sabe que por estes dias têm chegado ao Mindelo familiares e amigos de Daniel Guerra, Rodrigo Dantas e Daniel Dantas, estes dois sem nenhum laço de parentesco, que defendem a inocência dos velejadores e que se têm estado a mobilizar e empenhar para se poder provar a inocência desta tripulação que aguarda julgamento em prisão preventiva na Cadeira da Ribeirinha.

No passado dia 23 de Agosto de 2017, na sequência de uma busca efectuada ao veleiro Rich Harvest, de bandeira britânica, que se encontrava atracado na Marina do Mindelo, a PJ, através do Departamento de Investigação Criminal do Mindelo, apreendeu 1157 quilogramas de cocaína que, segundo as autoridades policiais, é a maior apreensão feita em São Vicente e a segunda em Cabo Verde, logo a seguir aos 1500 kg de droga apreendidos no quadro da operação “Lancha Voadora” levada a cabo na ilha de Santiago.

A droga encontrava-se acondicionada em 1063 pacotes e, na operação, a PJ deteve quatro indivíduos de sexo masculino, com idade compreendida entre os 25 e os 49 anos, três de nacionalidade brasileira e um de nacionalidade francesa, por suspeita da prática de tráfico de estupefacientes. A tripulação alega que não sabia da existência da droga.

Num vídeo de um minuto, numa página da rede social Facebook denominada Brasileiros em Cabo Verde – Velejadores Detidos, criada com o objectivo de mobilizar apoios na defesa da tripulação, João Torres Dantas, pai de um dos velejadores, afirma que o Ministério da Justiça do Brasil, através da Embaixada Brasileira em Cabo Verde, entregou no dia 22 de Fevereiro deste ano à Procuradoria-geral da República, um relatório com mais de 600 páginas autenticadas contendo um “despacho fundamentado elaborado pela polícia federal brasileira a partir de um inquérito com uma minuciosa investigação, com provas, documentos e depoimentos”.

De acordo com a mesma fonte “no documento consta que não encontraram nenhum indício de participação da tripulação no tráfico dos 1157 kg de cocaína escondidos no veleiro e nem vínculo ou associação criminosa com os verdadeiros responsáveis” e que a “diferença de conteúdo nos inquéritos da Polícia do Brasil e de Cabo Verde são enormemente desproporcionais”.

Nisto, sublinha que diante deste facto, os advogados solicitaram ao Tribunal o relaxamento de prisão de todos, para que aguardem o julgamento em liberdade, cuja data está marcada para o próximo 12 de Março de 2018.

Algo que ainda não aconteceu, conforme explica, porque a PGR, “até ao momento, não enviou esse documento ao Tribunal de São Vicente para a devida apreciação do juiz encarregado do julgamento”.

  1. Adones

    Em Cabo Verde leis são para todos e todos tem de seguir, e se vistoria a bordo do Veleiro não se tinha realizado, a droga já estava na Europa.
    Então esses gajos aí não são crianças já sabiam de tudo, por isso a justiça deve funcionar aqui não há nada de Petição via rede social.

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