MpD: “PAICV quer tornar governação do  País num inferno”.

5/03/2018 00:28 - Modificado em 5/03/2018 00:28

O MpD argumenta que a oposição “construiu a tese de que o Governo é corrupto e pouco transparente e tenta a todo o custo demonstrar essa tese”. Alguns exemplos de decisões tomadas pelo Governo estão na base dessa tese. Acrescenta que esse partido “montou um sistema para desestabilizar a governação e criar um ambiente impróprio para a realização das reformas que o país tanto precisa”.

O MpD defende que “nessa investida”, o Vice-primeiro-ministro foi eleito como o alvo a abater. Para o MpD, “elegeram-no não só para desestabilizar a governação mas, essencialmente, para criar factos políticos com o objectivo de abafar o escândalo da gestão”, neste caso, do PIACV.

O partido “espera que o Procurador-Geral da República seja efectivo e que as investigações tenham resultados conhecidos em tempo. Não defendemos a judicialização da política e nem a politização da justiça, mas é um imperativo nacional que o tempo não arquive processos e que suspeições ou denúncias não perdurem eternamente no tempo”.

PAICV: “PM silêncio cúmplice do Primeiro-Ministro”

A confiança do PAICV também reside no facto da abertura por parte da PRG de uma investigação para colher informações e apurar eventuais responsabilidades relacionadas com a actuação do ministro. O mesmo ponto em que o MpD também se baseia para a resolução da questão.

O PAICV “estranha a total ausência e o silêncio cúmplice do Primeiro-ministro no momento em que o número dois do Governo está a ser acusado na praça pública e na imprensa internacional de promover o favorecimento de suas empresas e a praticar actos que indiciam corrupção”.

Sobre as críticas de difamação do Vice-primeiro-ministro, responde: “Longe de nós a ideia de difamar; o Vice-Primeiro-Ministro não está a diferenciar os interesses do Estado dos estritamente particulares”.

Assim, os dois partidos continuam a bater nas mesmas teclas tentando defender a própria posição sobre os actos do Governo. A PGR pode colocar um ponto final com uma decisão. Pelo tom que o assunto tem alcançando, uma decisão da Procuradoria não poderá ser o ponto final no assunto.

 

  1. João Miguel Antunes

    O Rui Barbinhas, a Janira Hopfer Almada (isso para não dizer todos os deputados do paicv) são duas pessoas pouco sérias. Espero que eles afundem de vez esse “partido” que pouca falta faz a Cabo Verde.

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