Jovens electrocutados: Suspeito agiu de forma livre ou deram-lhe ordens para armadilhar tanque da Alguder?

6/11/2012 00:08 - Modificado em 6/11/2012 00:10

O enigma da morte de dois jovens por electrocussão num tanque de água dos Serviços Autónomos de Água do Tarrafal começou a ser desvendado. Um funcionário da SAAT, tido como principal suspeito já está sob prisão preventiva. Falta agora desvendar se o suspeito agiu de forma livre ou se recebeu ordens para electrificar o tanque onde ocorreu o incidente.

 

O indivíduo de 42 anos foi detido pela Polícia Nacional em Outubro aquando do incidente no tanque da “Alguder”, mas ficou em liberdade após ter participado nas averiguações realizadas pela PN. Mas o certo é que nessa altura, o funcionário dos Serviços Autónomos de Água do Tarrafal não foi presente a tribunal, porque a representante do Ministério Público não se encontrava na ilha de São Nicolau.

De regresso à ilha a Procuradora concluiu a investigação interrogando o funcionário do SAAT, o comandante da Polícia Nacional do Tarrafal, o ex director dos Serviços Autónomos de Água do Tarrafal e um guarda das habitações do programa “Casa para todos”.

Pelo que a representante do Ministério Público, com base nas declarações dos intervenientes, definiu o funcionário do SAAT como arguido do processo-crime em primeira instância. Presente ao juiz de instrução criminal, este aplicou-lhe como medida de coação, a prisão preventiva porque, apesar dos indícios de ser o alegado autor do crime, este tinha a própria liberdade em perigo.

 

Investigação

 

O processo vai agora ser entregue ao Ministério Público para a realização de diligências para desvendar o enigma da morte dos dois jovens. Isto é, se o suspeito agiu de forma livre ou se alguém lhe deu ordens para armadilhar o tanque com energia eléctrica.

Por ora, o caso já levou uma pessoa à prisão que, até ao trânsito em julgado da sentença condenatória, se presume inocente, uma vez que o artigo 1 do Código do Processo Penal determina o direito fundamental à presunção de inocência do cidadão enquanto o tribunal não o declarar culpado pelos factos que lhe são imputados.

 

  1. JSantos

    “este tinha a própria liberdade em perigo.” Correcção ” tinha a própria vida em perigo”

  2. CABS

    Uma pessoa que armadilha um tanque, pondo a vida de muitas pessoas em perigo, não teme pela sua…. Alguem já imaginou que se os oitos jovens decidessem (numa brinacdeira que acontece sempre) cairem todos no tanque de uma vez?, alguem já pensou que se depois dos dois (R.I.P) se manifestassem mal astar na água e os outros seis tentassem cair na água para os socorrer?… São perguntas que ficam e que nunca terão respostas. Que Deus faça a justiça.

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