UCID quer integração dos nacionais na solução das ligações marítimas

1/03/2018 01:48 - Modificado em 1/03/2018 01:48

A UCID questionou o Governo no Parlamento, através de uma declaração política sobre as políticas do Governo em relação os transportes marítimos inter-ilhas solicitando para que este  analise a melhor saída para o problema de movimentação de passageiros e cargas.

“Os constrangimentos que  o país tem vivido por causa de uma deficiente ligação marítima entre as ilhas salta à vista desarmada de todos e, em boa hora, os players com lugar de destaque neste tabuleiro, posicionaram-se e estão a tentar encontrar as soluções possíveis para se ultrapassarem as dificuldades vividas”, conforme o deputado João Luís.

Com a situação em mente, avança que a Associação dos Armadores de Cabo Verde, também ela preocupada com a situação, procurou apresentar uma saída que desse garantias de resolução ao problema.

Defende que a Associação apresentou uma proposta concreta ao Governo para a “resolução definitiva”, ainda sem resposta. A proposta, segundo a UCID, é a aquisição de um único navio adequado “à nossa realidade”, para se juntar aos restantes navios para dar cobertura em termos de ligação marítima.

“De salientar que a experiência acumulada e o conhecimento profundo da nossa realidade por parte destes Armadores que se organizaram em Associação, é um trunfo extremamente forte para se garantir o sucesso do pretendido, com custos suportáveis para a economia nacional e para os bolsos dos contribuintes cabo-verdianos”.

O pedido ao Governo é que analise profundamente a proposta da Associação, acreditando na vontade do Governo de resolver o problema,  afirmando que não é preciso recorrer ao estrangeiro para fazer aquilo que os nacionais podem fazer.

O PAICV, através do deputado João do Carmo, apoiou a intervenção, apelando ao Governo que resolva os problemas de ligação às ilhas e que os nacionais tenham parte no processo de solução. Ele defendeu que os armadores têm experiência, mas que precisam de financiamento para a renovação e o aumento da frota. A questão do crédito aos armadores é um dos pontos citados. Para o PAICV, será um erro crasso não levar em conta os marítimos nacionais e a sua experiência na resolução dos problemas.

Estas questões foram levantadas na sequência do concurso internacional para a resolução do problema das ligações inter-ilhas. “Estamos a trabalhar com os marítimos nacionais de modo a poderem concorrer em parceira com empresas internacionais. Para garantir isso, vamos ter de fazer investimentos acima dos trinta milhões de euros. Temos de olhar para o mercado internacional, mas vinte por cento tem de ser detido, no mínimo, por empresas nacionais”, avança o Ministro Olavo Correia, afirmando que quanto maior for a percentagem nacional, melhor serão as probabilidades da empresa ser a escolhida.

  1. JOSÉ MANUEL

    O GRANDE RESPONSÁVEL DESSA SITUAÇÃO TODA É O ANTIGO PRESIDENTE DA AGENCIA MARÍTIMA, ZECA DA ENAPOR. QUANDO ESTEVE Á FRENTE DA AGÊNCIA MARÍTIMA EM 2012 SÓ FEZ ASNEIRAS. TODOS LEMBRAMOS DA PRAIA PRIVADA QUE ELE DISSE QUE EXISTIA NO SAL E FOI MOTIVO DE TXAKOTA. MAS ELE CONSEGUIU ENGANAR O ACTUAL MINISTRO E CONTINUOU NO POLEIRO A FAZER ASNEIRAS. ELE FOI O RESPONSÁVEL PELAS MORTES NO NAVIO VICENTE NINGUEM NA AMP TEM DÚVIDAS. ELE DEVIA ESTAR ATRÁS DAS GRADES. ELE COLOCOU UM CAPITÃO DOS PORTOS ILEGAL, O DE BARLAVENTO. A LEI DIZ CLARAMENTE UM CAPITÃO DOS PORTES TEM QUE SER UM CAPITÃO DA MARÍNHA MERCANTE, MAS ELE COLOCOU UM CAPITÃO MILITAR QUE NÃO PERCEBE DE NADA. (ESTATUTOS DA AGENCIA MARÍTIMA).
    PORTANDO O NOSSA MARINHA ESTÁ EM MAUS LENÇOIS.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2018: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.