Olavo Correia : “Solução para os transportes marítimos é um compromisso deste Governo”

1/03/2018 01:12 - Modificado em 1/03/2018 01:12

“Estamos a trabalhar para encontrar, ainda este ano, a solução para os transportes marítimos. Este é o compromisso e engajamento deste Governo sobre esta matéria que será fundamental para a construção de um futuro melhor para todos nós”, assegurou o Vice-Primeiro Ministro e Ministro das Finanças, Olavo Correia, no debate parlamentar que se desencadeou esta manhã sobre o problema da conectividade marítima que o país enfrenta.

Olavo Correia defendeu que a conectividade é efetivamente essencial para o futuro do país e é um desafio complexo. Lembrou, porém, que o Governo já avançou com a carta convite e que se está agora a aguardar as manifestações de interesse.

 “Estamos igualmente a ultimar o caderno de encargos que vai brevemente ser lançado para concurso público e teremos condições para, ainda neste semestre, encontrar o operador”.

 O Governante defendeu ainda que para garantir uma ligação marítima entre as ilhas, cobrindo todas as ilhas e com a periodicidade desejada por este Governo, é necessário um investimento acima dos 30 milhões de euros – “montante que não é bancável no mercado nacional, pelo que é necessário o país olhar para o mercado internacional”, explicou. Entretanto, reforçou, que “em qualquer circunstância, 25% do capital da empresa que vier a gerir os transportes marítimos após concurso, terá que ser detido pelos operadores marítimo nacionais”, sublinhou reforçando que quanto maior for a participação da parte nacional, maior será também o interesse do Governo em relação à decisão final.

 “Queremos que a solução encontrada para o desafio da conectividade marítima em Cabo Verde seja boa para todas as ilhas, para os utentes e para aqueles que até hoje, têm vindo a investir neste setor no nosso país”, defendeu o Governante ao dizendo que “sem uma ligação marítima regular e eficiente entre as ilhas, teremos não apenas um problema económico do ponto de vista de aumentarmos o potencial de crescimento da nossa economia, como de um problema social gravíssimo, do ponto de vista de unificarmos o mercado nacional, aumentando as oportunidades de todos aqueles que operam na nossa economia, independentemente da ilha onde operam e vivam”.

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