Casas de tambor: Casa abatida mas construiu outra para morar

26/02/2018 04:42 - Modificado em 26/02/2018 04:42
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O NN já abordou o assunto das casas de tambor, os problemas das pessoas que as escolhem e a razão pela qual escolhem este tipo de habitação. Uma das questões é a legalidade das casas. Por várias vezes, a edilidade, escudando-se na questão da legalidade, leva a cabo acções de abatimento de casas que, além do mais, interferem nos planos urbanísticos desenhados pela edilidade.

Uma acção que para muitos não é a melhor opção devido ao esforço para a construção e por falta de opção por parte das pessoas. João, nome fictício adoptado pela opção do anonimato, quer contar a sua história sem receio.

João optou pela construção de uma casa de tambor para ter o seu espaço e também pela falta de emprego, pois não tinha dinheiro para pagar a renda. A decisão não foi fácil, como revela, mas pesa o facto de ter visto a sua casa a ser abatida, o que o deixou “desamparado”. “Gastei algum dinheiro para construir a minha casa, sei que não é a melhor opção, mas era um caso de necessidade”.

Ao ver a sua casa a ser abatida sentiu-se desanimado. “Realmente, as pessoas tinham-me chamado a atenção sobre a possibilidade da Câmara abater as casas”. Facto que, como conta, já faz algum tempo.

Desencorajado pela medida, revela que foi uma época difícil já que tinha apostado na casa de tambor. Mas apesar da decisão tomada pela edilidade voltou à mesma solução. “Eu apenas quero o meu espaço e, por isso, resolvi reconstruir noutro lugar, à espera que tudo possa correr bem desta vez”.

Para João, até agora, as coisas têm corrido bem, mas a preocupação mantém-se porque não sabe o que pode acontecer. “Vou fazer algum tempo aqui e as coisas têm melhorado”. Ele diz que trabalha no que aparece e realça que também neste aspecto as coisas têm corrido bem.

“Acho que as pessoas só querem viver da melhor forma, não importa como, desde que as pessoas possam conviver em paz e que possam deixar as pessoas viver”. Ele defende que o país é de todos e espera que todos possam viver da forma que se sentirem melhor. Isto, apesar de reconhecer que uma casa de tambor não oferece o melhor conforto, mas que “vai como pode e não como quer”.

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