PAICV disponível para discutir a regionalização do país

26/02/2018 04:38 - Modificado em 26/02/2018 04:38
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O vice-presidente do maior partido da posição, Rui Semedo, diz que o seu partido está “disponível” para discutir as propostas sobre a mesa relativas à regionalização em Cabo Verde.

“Estamos disponíveis para discutirmos os projectos que existem (sobre a regionalização) e encontrar a melhor solução que sirva os interesses do país”, precisou o dirigente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde, em declarações à Inforpress.

O PAICV, afirma Rui Semedo, “não tem nenhum problema em viabilizar as propostas apresentadas”, desde que satisfaçam a todos.

“Não viabilizamos de forma abstracta, mas sim concreta”, enfatizou o responsável do PAICV, deixando transparecer que tudo vai depender da absorção, por parte da maioria (Movimento para a Democracia (MpD-poder) das propostas a serem apresentadas pela sua bancada parlamentar.

Segundo ele, se houver os entendimentos necessários para a “formação da vontade nacional”, não haverá nenhum problema em viabilizar a proposta de lei do Governo sobre a regionalização, a qual requer dois terços dos votos dos deputados presentes para a sua aprovação no Parlamento.

Instado se a regionalização pode ser uma tábua de salvação para o desenvolvimento de Cabo Verde assegurou não acreditar neste pressuposto.

“Acredito que permanentemente o Estado e os seus responsáveis estão desafiados a debater e a encontrar as melhores respostas para o desenvolvimento do país”, acentuou, acrescentando que a tábua de salvação sempre será o “envolvimento de todos os cabo-verdianos” neste processo.

O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, admite que o custo anual da regionalização ronda os 400 mil contos, mas entende que o retorno será “maior do que os investimentos efectuados”.

“A territorialização das políticas públicas para o desenvolvimento local e regional está bem assente no Plano Estratégico do Desenvolvimento Sustentável (PEDS)”, comenta o chefe do Governo que acredita que a regionalização “vai combater as assimetrias regionais que são muito fortes entre as ilhas”.

A proposta de lei sobre a regionalização, promete Ulisses Correia e Silva, pode subir ao Parlamento no mês de Março.

A Assembleia Nacional é constituída por 72 deputados, sendo, neste momento, 40 do Movimento para a Democracia (MpD-poder), 29 do PAICV(oposição) e três da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID-oposição).

 

Inforpress

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