Criminalidade diminuiu 10,7% em 2017 comparativamente ao ano anterior

23/02/2018 02:13 - Modificado em 23/02/2018 02:13
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Dados da Polícia Nacional indicam que as ocorrências registadas diminuíram quer em termos de crimes contra pessoas quer contra o património.

“A avaliação das ocorrências registadas mostra que houve uma diminuição do número de ocorrências em 16 concelhos, entre eles Praia, Santa Cruz e São Filipe e aumento em seis outros como são os casos de São Vicente e Sal”, afirma o Director Nacional da Polícia Nacional.

Declarações feitas no XII Conselho de Comandos da Polícia Nacional que decorre hoje e sexta-feira na Cidade da Praia e que reúne anualmente todos os dirigentes dos comandos regionais do país, para apresentação do relatório anual das actividades de 2017 e o plano de actividades da Direcção Nacional da Polícia Nacional para o ano de 2018.

Por seu lado, o Ministro da Administração Interna, Paulo Rocha, deixou transparecer que no ano passado se registou uma “substancial redução” no que diz respeito aos homicídios e que isto se verifica, particularmente, nos crimes contra as pessoas.

“Temos dito que a abordagem não é uma abordagem apenas focada no crime, mas também na violência que antecede e que leva à prática de determinadas acções criminosas”, disse Paulo Rocha, que reconhece que a Polícia Nacional tem tido um “elevado desempenho”, assim como um “nível de produtividade muito bem reconhecido”.

Sobre os casos de rapto, este garante que “os culpados estão a ser caçados”, mas não adiantou pormenores sobre a existência de pistas que possam levar as autoridades policiais até aos criminosos da prática de rapto de pessoas.

Instado se há alguma linha privilegiada de investigação em relação aos casos do desaparecimento de pessoas, diz que é a autoridade policial que poderá fazer este tipo de comentário.

Num curto espaço de tempo, contabilizaram-se cinco pessoas desaparecidas, cujo paradeiro ainda continua desconhecido, situação que tem inquietado a sociedade civil.

“A investigação, não sendo própria da essência da Polícia Nacional, a mesma assume este compromisso”, indicou o Ministro da Administração Interna, acrescentando que a última revisão orgânica atribuiu uma “melhor organização da investigação no seio da PN”, visando a assumpção de novas competências em matéria de investigação.

Para Paulo Rocha, “os desafios são muitos” e o Governo acredita nas forças de segurança, na “capacidade investigativa do país e no trabalho, em particular, da Polícia Judiciária e da Polícia Nacional”.

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