Dia Internacional da Língua Materna: “Kada variedade un rikeza”

22/02/2018 00:03 - Modificado em 22/02/2018 00:03
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O Governo celebrou o Dia da Língua Materna sob o lema “Kada variedade um rikeza”, com enfoque na diversidade linguística e multilinguismo, pontos de destaque da Unesco na celebração do dia internacional. “Valorizar a língua cabo-verdiana nas suas diferentes variedades, de onde reside a sua riqueza, é promover a diversidade cultural do povo cabo-verdiano. Mais ainda. Porque a nossa língua materna não é apenas um meio de comunicação, mas tem sido o meio de transmissão da identidade cultural cabo-verdiana ao longo dos tempos”, afirma o Governo em comunicado.

O Governo assume que através do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, “está a criar as bases para que se faça um debate mais forte sobre a oficialização da língua cabo-verdiana com base científica”. E neste sentido, espera trabalhar com os seguintes processos: “a classificação da língua cabo-verdiana a património imaterial; a sua oficialização através da Constituição da República e, por último, a padronização”.

Para o Governo, estão-se a prepara todos os meios para elevar “formalmente a língua cabo-verdiana à dignidade e igualdade estatutária que ela merece, ansiada há muito pelos detentores deste conhecimento linguístico: o estatuto de património cultural imaterial nacional”.

A questão ainda é a constituição de uma equipa multidisciplinar para trabalhar o referido dossiê. Equipa composta por antropólogos, historiadores e gestores de património, que de entre as várias missões, terão de realizar a inventariação da língua cabo-verdiana, projecto de valorização e salvaguarda da sua identidade e autenticidade.

“A língua cabo-verdiana é, sem dúvida, um dos maiores patrimónios criados pelo povo cabo-verdiano. Une e identifica o povo. Para este Governo, a oficialização da língua cabo-verdiana está na linha da frente para que na próxima revisão constitucional seja debatida e reconhecida como língua oficial de Cabo Verde”.

Na mensagem do Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, com o desafio em mente de desaparecimento de línguas, alerta que não se podem ignorar os desafios.  “Somos obrigados a associar a preservação e promoção da nossa língua, enquanto instrumento de afirmação cultural no país e na diáspora, com o desenvolvimento e o acesso a outras, com destaque para o português, que possibilitam a assunção plena da nossa vocação de cultura de permutas”. E o debate sobre o desenvolvimento e sistematização da língua deve prosseguir “com determinação e competência”. O incentivo ainda vai na questão do ensino de línguas não maternas como instrumentos fundamentais da inserção dos cabo-verdianos num mundo globalizado e multicultural.

 

 

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