Caso Tchinha: juiz visita casa onde a vítima foi encontrada morta

5/11/2012 01:06 - Modificado em 5/11/2012 01:06

O juiz que procede ao julgamento do indivíduo acusado de assassinar Maria de Lurdes, conhecida por “Tchinha” foi conhecer o local onde ocorreu o crime. O magistrado, na presença de dois peritos da Polícia Judiciária e da principal testemunha do caso quis esclarecer alguns factos que constam da acusação.

 

O 1º Juízo Crime da Comarca de São Vicente convocou os peritos da PJ que realizaram as investigações preliminares no caso do assassinato de “Tchinha”, na zona de Ribeira Bote para realizarem uma leitura descritiva dos factos que poderão ter determinado a morte da vítima.

A testemunha fundamental do processo também esteve no local a ser interrogada pelo juiz, que foi conhecer a casa onde ocorreu o crime. Este exercício judicial foi realizado para permitir que o juiz faça uma leitura de factos que lhe permita aplicar a medida de pena ao arguido.

Tratou- se da reconstituição do homicídio sem a presença do arguido, que em tribunal disse não ter morto “Tchinha”. Mas afirmou que durante uma discussão pegou a vítima no pescoço e a verdade é que a autópsia revelou que “Tchinha” foi estrangulada.

 

Suspeitas

De realçar que a acusação formula que “o arguido e a vítima tiveram relações sexuais, após esta ter requisitado a chave no responsável da residência onde foi encontrada sem vida. Aí o alegado suspeito terá estrangulado a vítima e depois atirou-lhe para o recanto de uma cama onde foi encontrada nua com uma mão ao peito, com marcas no pescoço e apresentava vestígios de sangue na região anal”.

A acusação assegura que “os indícios da perícia médica indiciam que a vítima terá sido agredida sexualmente na região do ânus e que a investigação preliminar demonstrou que o arguido terá praticado sexo anal com a vítima quando está já estava morta. Sendo que este fugiu pelas traseiras ao se aperceber que a sua acção tinha sido descoberta pelo dono da casa ”.

Por ora caberá ao juiz reunir as provas recolhidas em tribunal e durante a sua análise da ocorrência no terreno para determinar a medida de pena a aplicar ao alegado autor da morte de “Tchinha”. O certo é que o Ministério Público pediu uma condenação superior a 20 anos de prisão.

A leitura da sentença acontece nesta segunda-feira, 5 pelas 8h30min.

  1. elsa brito

    mas que coragem,essa pessoa nao merece de ser considerado um ser humano, è de estar ai na cadeia para sempre, nao sabendo o que significa a vida, nao pode ser digno disso.

Os comentários estão fechados.

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