UCID pede ação do governo a vários níveis

20/02/2018 13:46 - Modificado em 20/02/2018 13:46
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A UCID faz o balanço da visita ao círculo eleitoral de São Vicente onde as suas preocupações recaíram sobre os aspetos sociais, econômicos, e o funcionamento das instituições público e privados em relação ao estado.

Temas abordados pelo partido mas que continua a preocupar como o desemprego e o estado dos tetos das casas. “Temos neste momento uma questão mais complicada na medida que as pessoas que estão a viver nas casas de chapa, e sentem na pele um clima mais agreste do que tem estado a sentir”.

Uma preocupação que o presidente do partido, Antônio Monteiro, junta a questão da situação dos tetos. “Claro que a UCID está extremamente preocupada por quanto já perdemos a conta das vezes que exigimos um projeto tendo em conta a falta de recurso que estas famílias apresentam”. Para a UCID o governo tem falado num projeto para resolver a situação mas que agora mas que tem “sido apenas retórica”, mas que a realidade a situação continua a substituir. E o apelo de que o governo possa trabalhar de sentido de avançar com o projeto para melhorar a situação destas famílias.

“Queremos alertar ao governo para uma vez mais pensar nos milhares de cidadão que tem a situação que tem neste momento”, como sublinha Monteiro.

Situação do Hospital Baptista de Sousa

Para a UCID as preocupações no hospital persistem. Da visita a administração avança que as questões da necessidade de equipamentos de diagnóstico. “A UCID entende deve agilizar o processo que está em andamento de aquisição de equipamentos para que possa ter todos os equipamentos necessários para garantir uma boa saúde aos concidadãos. Infelizmente a situação não é de todo aconselhável para um hospital do batista de Sousa”. Da avaliação sem os devidos equipamentos fica difícil realizar os diagnostico e ajudar no processo de cura dos doentes.

Outro ponto, levantado pela UCID é o estado das camas do hospital. Considera Monteiro que as camas são “extremamente antigas” e que já é altura para equacionar a sua substituição, camas que já ultrapassam os trinta anos, e que poderá ter benefícios para os utentes.

E ainda pede melhoria nos equipamentos de neonatologia, sendo que os recém-nascidos precisam de melhores equipamentos para o seu cuidado, e pede incubadoras de qualidade. Ainda sobre o hospital Monteiro fala da falta especialistas. “Temos muito pouco, precisamos de mais e a preocupação com alguma possibilidade de reforma de alguns especialistas, e não temos informação que o governo tem um programa para a formação necessária para substituir estes especialistas que tanta falta fazem”.

Armadores e a ligação das ilhas

Avança Monteiro que reuniu com a Associação dos Armadores de Cabo Verde. E da visita ficou a preocupação com o concurso internacional lançado do governo para as linhas de cabotagem entre as ilhas. “É entendimento da UCID, pelo que ouvimos e falamos com armadores, que este concurso não tem razão de ser neste momento. Porquanto o governo recebeu um dossiê com as medidas proposta pelos armadores para minimizar os impactos negativos verificados neste momento”.

E a preocupação reside com o tempo de concessão para empresa que vier a ganhar o concurso, considerado elevado, vinte e cinco anos. E a questão da exclusividade que os documento para os armadores que vierem a ser contratados.

E como solução aponta que o governo poderia disponibilizar uma linha de credito para os armadores, sendo será difícil os armadores nacionais concorrem, sendo que as cláusulas, segundo Monteiro, são cinco barcos com menos de quinze anos, e uma conta “choruda” nos últimos três anos.

E prevê com o modelo de concessão que os preços podem aumentar. “Qualquer empresa que trazer cinco navios para operar em Cabo Verde, pode dizer que o frete marítimo irá aumentar consideravelmente e se o governo não permitir este aumento, terá que subsidiar estas linhas a preço de ouro. E como não tem dinheiro será os contribuintes que irá subsidiar estas linhas”.

E o lançamento do concurso não é o melhor caminho, segundo a UCID, depois da conversa com armadores.  “O governo pode disponibilizar uma linha de credito para que os armadores possam criar as melhores condições para satisfazer as necessidades, que caiba dentro das possiblidades dos cabo-verdianos, e para que as tarifas não venham a subir”. E reconhece que os armadores têm capacidade e conhecem a realidade e somente lamenta a falta de recursos financeiros. A aquisição de um apenas um navio e que colocasse a disponibilização o navio Praia de Aguada, e os dois ferrys, Kriola e Liberdade, os armadores poderiam dar resposta as necessidades do país.

Ainda a UCID pede melhores condições para os trabalhadores das alfândegas a nível de equipamentos informáticos, os que possuem estão “obsoletos”, como considera Monteiro. E também um novo estatuto para o pessoal.

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