Mãe pede que filho com epilepsia possa receber tratamento com canábis

19/02/2018 02:23 - Modificado em 19/02/2018 02:23
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Antes de começar tratamento com óleo de canábis, Alfie tinha cerca de 30 ataques epiléticos por dia. Depois de começar o tratamento, esteve 24 dias sem qualquer ataque.

Os pais de um rapaz britânico, de seis anos, que sofre de uma condição rara de epilepsia, decidiram viajar até Amesterdão, na Holanda, para procurar um tratamento alternativo para o filho. E encontraram-no.

O pequeno Alfie Dingley, conta o The Independent, costumava ter cerca de 30 ataques epiléticos por dia, tendo chegado a ter mais de três mil no final de um ano. A isto, acrescem 48 idas ao hospital no mesmo período.

Com o tratamento a falhar, os pais de Alfie decidir viajar para a Holanda e seguir um tratamento, prescrito por um médico, à base de óleo de canábis.

Desde então, a saúde de Alfie melhorou significativamente e é expectável que o número de ataques epiléticos anuais desça de três mil para 24.

No entanto, quando tentou renovar a licença para o tratamento, o pedido foi rejeitado pelo governo britânico, uma vez que a utilização de canábis, mesmo para fins medicinais, não é permitido no país.

Revoltada, Hannah Deacon, mãe de Alfie, tem apelado a que a governo mude a sua posição neste assunto e permita que o seu filho possa continuar o tratamento. “Temos de lutar pelas nossas crianças. Quero ter a certeza que fiz tudo o que podia”, disse Hannah à BBC.

A mãe de Alfie diz que, com o tratamento à base de óleo de canábis, o seu filho esteve 24 sem qualquer ataque. Realça ainda que a dose do tratamento é “muito pequena”, cerca de três gotas do óleo. Por outro lado, diz, a enorme quantidade de esteroides presentes no tratamento seguido no Reino Unido poderá levar a falhas no organismo de Alfie e, eventualmente, à sua morte.

noticiasaominuto.com

 

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