Vinte e cinco anos do Grupo de Teatro do Centro Cultural Português do Mindelo

19/02/2018 02:01 - Modificado em 19/02/2018 02:01
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O Grupo de Teatro do Centro Cultural Português do Mindelo celebrou, este domingo, 25 anos com mais de 50 espectáculos que levaram ao palco peças de Shakespeare, Beckett ou Molière.

O grupo teatral nasceu em Fevereiro de 1993, por iniciativa de João Branco, então um jovem professor de Ciências da Natureza recém-chegado a Cabo Verde que dava os primeiros passos nas artes cénicas.

“Fiz uma proposta à directora do Centro Cultural Português para abrir um curso de iniciação teatral e temos como data da fundação do Grupo de Teatro do Centro Cultural Português o dia da primeira aula, que foi a 18 de Fevereiro de 1993”, disse em entrevista à agência Lusa, a propósito do aniversário do grupo.

Um primeiro dia que acabaria por ser uma verdadeira surpresa para João Branco.

“Quando entrei na biblioteca do Centro Cultural Português tinha quase 50 inscritos. Era tanta gente que tivemos de dividir o curso em duas turmas para não deixar ninguém de fora. Foi uma surpresa muito grande”, disse.

“Foi um momento muito especial e considero, até hoje, que aquelas pessoas que lá foram no dia 18 de Fevereiro são as fundadoras do Grupo de Teatro do Centro Cultural Português”, acrescentou.

A primeira peça apresentada pelo grupo foi “Fome de 47”, baseada num texto que retratava as dramáticas fomes em Cabo Verde ainda durante o período colonial.

A partir deste primeiro espectáculo surge o projecto de artes cénicas do Centro Cultural Português do Mindelo com as valências de formação e produção que se mantêm até hoje.

O grupo de teatro produz uma média de mais de dois espectáculos por ano, mas para assinalar o aniversário, fez a estreia de algumas peças e a reposição de outras.

Às estreias, juntam-se a reposição de seis espectáculos produzidos ao longo dos 25 anos do grupo, entre os quais, a peça mais antiga é “Cloun Creolus Dei”, estreada em 1999 e já reposta em 2004.

A internacionalização tem sido também uma aposta do colectivo que, no ano passado, apresentou sete espectáculos em Portugal e no Brasil.

“Foi um ano dedicado à internacionalização, tivemos muitos convites e como eram espectáculos de pequeno formato, permitiram-nos ter essa possibilidade de viajar”, disse.

“Este ano, vamos concentrar-nos nas comemorações e queremos que sejam feitas em Cabo Verde para o nosso público, o público do Mindelo e também da Praia, onde prevemos ir duas vezes”, acrescentou.

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