Operação Zorro: Marcado para o dia 12 de Março o inicio do julgamento

15/02/2018 08:19 - Modificado em 15/02/2018 08:19
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O juiz Antero Tavares , do 1 º Juízo  Crime  do Tribunal da Comarca de São Vicente marcou para o dia 12 de março o inicio do julgamento dos arguidos detidos na Cadeia da Ribeirinha sob suspeita de terem transportado num veleiro do Brasil para Cabo Verde 1 157 quilos de cocaína.

Quando o sorteio atribui o caso ao juiz  Antero Tavares a defesa tinha uma certeza “ pelo menos é uma certeza  que o julgamento vai ser marcado muito rápido”. Neste aspecto saiu “fava” a defesa que temia que a marcação do julgamento pudesse demorar muito tempo e estando convencida da inocência dos clientes tem lutado para “ reduzir ao máximo o tempo que vão passar na cadeia”,

O Ministério Publico acusou os quatro tripulantes do veleiro RichHarvest, onde no mês de agosto foram apreendidos 1157 quilos de cocaína, de tráfico de droga de alto risco agravado e de Associação Criminosa. Na nota de acusação , de 20 de Dezembro , o Ministério Público considera que “ os arguidos sabiam que era proibida a detenção e transporte dos produtos apreendidos e que mesmo assim não se abstiveram de tal conduta”. Considera ainda que agiram “livres, deliberada e conscientemente, mesmo sabendo que tais comportamentos eram proibidos por lei”. O MP concluiu que “todos os agentes envolvidos no processo, incluindo todos os arguidos, pretendiam com o transporte da quantidade de droga, 1157 quilos obter avultada remuneração remuneratória”. Assim o MP considera que reuniu as provas suficientes para na sala de audiências provar o que sustenta na sua acusação.

A defesa  reagindo a essa acusação afirmando  estar em condições de deitar abaixo toda a acusação referente à operação de 23 de Agosto de 2017, na qual a Polícia Judiciária (PJ) apreendeu 1157 quilos de cocaína, na sequência de uma busca efectuada a um veleiro de bandeira britânica, atracado na Marina do Mindelo.

Por seu lado os familiares usaram os órgão de comunicação  para mostrar que  estão convencidos da inocência dos tripulantes, pois defendem que no mês de Agosto deste ano, Daniel Guerra e Rodrigo Dantas foram contratados pela agência de recrutamento de tripulação “The Yacht Delivery Company”, com sede na Holanda, para transportarem um veleiro de 72 pés, de bandeira inglesa, saindo de Salvador/Brasil até aos Açores/Portugal. Posteriormente, Daniel Dantas foi chamado para integrar a tripulação. Movidos pelo sonho de realizarem a travessia do Atlântico e adquirirem experiência (milhas navegadas), os mesmos não tinham conhecimento da droga que foi encontrada a bordo do iate na Marina do Porto Grande do Mindelo, tanto mais que o referido barco tinha sido alvo de uma busca por parte da Polícia Federal Brasileira que apenas encontrou 39 gramas de cannabis.

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