Assalto digno de filme de ação rende 26 milhões euros na Suíça

12/02/2018 01:27 - Modificado em 12/02/2018 01:30
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Grupo sequestrou filha de condutor de carrinha de valores e obrigou pai a ir ter com assaltantes.

Parece o enredo de um thriller de Hollywood, mas a história é real e tem como cenários a Suíça e a França. Quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018. Um grupo de homens, disfarçados de canalizadores, entra em casa de uma mulher de 22 anos em Lyon, cidade francesa próxima da fronteira suíça. A mulher é amarrada, metida dentro de um carro e ameaçada. A uma hora previamente escolhida, os raptores obrigam-na a fazer uma chamada para o pai. O objetivo é claro: o homem tinha acabado de sair da cidade suíça de Genebra ao volante de uma carrinha de valores. Levava com um carregamento estimado em 15 a 30 milhões de francos suíços (13 a 26 milhões de euros) em notas. Ao aperceber-se da situação em que a filha se encontra, o homem concorda em sair da auto-estrada A1, nas proximidades de Lausana. Pelas 19h45, recebe instruções para se dirigir a um parque de estacionamento em Chavonay, nos arredores de Lausana. Não ia sozinho na carrinha, mas decidiu cumprir a exigência dos sequestradores. A polícia do cantão suíço de Vaud relata numa nota de imprensa o que se seguiu. “Vários homens armados [que usavam capuzes e passa-montanhas] estavam à espera da carrinha. Ameaçaram os ocupantes da carrinha para roubar tudo o que estava lá dentro e fugiram num SUV Porshe de 4×4, de cor negra. Tomaram uma direção desconhecida e não foram apanhados. A filha de um dos ocupantes tinha sido mantida refém em França. Foi depois libertadas pelo seus raptores. Ninguém ficou ferido”. A polícia chegou ao local poucos minutos depois, mas já nada pôde fazer. Os testemunhos das vítimas não são muito explícitos: “Três homens, com alturas entre 1,70m e 1,75m, corpo normal, falavam com pronúncia francesa, talvez oriundos do sul de França ou do Norte de África” A polícia cantonal de Vaud, na Suíça, pede a eventuais testemunhas que entrem em contacto. A investigação corre em paralelo em França. Mas, até este domingo, não há notícia do paradeiro dos assaltantes. A realidade ultrapassa a ficção. Terá sido este o assalto perfeito?

 

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