Crianças desparecidas:  PJ  reconhece impotência  e quer pedir ajuda internacional

8/02/2018 01:01 - Modificado em 8/02/2018 01:01
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O director nacional da Polícia Judiciária reiterou hoje que dispõem de “pistas que estão a ser seguidas” sobre o desaparecimento de pessoas nos últimos meses na Cidade da Praia e que não descoram a “possibilidade de pedir ajuda internacional”.

“Já foi criada uma equipa de investigação conjunta e caberá a esta equipa determinar se há ou não esta necessidade (de solicitar apoio internacional) e em tempo certo faremos a solicitação desta ajuda, se for necessário”, precisou o director nacional da Polícia Científica cabo-verdiana, António Sousa, numa conferência de imprensa realizada na tarde desta quarta-feira na Cidade da Praia, para dar conta dos trabalhos de investigação em curso sobre o desaparecimento de  pessoas nos últimos meses na capital do país.

Por despacho do procurador geral da República, foi criada uma equipa conjunta, composta por elementos da PJ e da Polícia Nacional, coordenada por um procurador da República, para trabalhar exclusivamente nos casos de desaparecimento de pessoas, envolvendo uma adulta e quatro crianças.

Num curto período de tempo contabilizaram-se cinco pessoas desaparecidas, cujo paradeiro ainda é desconhecido. A 28 de Agosto, Edine Jandira Robalo Lopes Soares, 19 anos, deixou a casa alegando que ia levar o bebé para o controlo no PMI (Programa Materno-Infantil), na Fazenda, Praia. Mãe e filho continuam desaparecidos.

A 14 de Novembro, Edvânea saiu de casa para fazer um recado da mãe, a menos de 100 metros da residência, e até agora não foi vista. Todos estes casos aconteceram em 2017.

A última ocorrência relativa ao desaparecimento aconteceu no passado dia 03 deste mês. Clarisse Mendes (Nina), de 9 anos, e Sandro Mendes (Filú), de 11, saíram de casa por volta das 17:00, em Achada Limpo, para ir comprar açúcar, em Água Funda, na Cidade da Praia, e não regressaram.

Segundo António Sousa, a PJ está a fazer todas as investigações “que sejam necessárias” e que estão ao seu alcance.

“No terreno, o pessoal (da PJ) está em todas as áreas em que houve denúncia do desaparecimento das pessoas”, indicou o primeiro responsável da PJ, acrescentando que os seus homens estão a trabalhar dia e noite.

Instado se o facto de a PJ sair para o terreno só depois de 24 horas dos acontecimentos relacionados com o desaparecimento de pessoas não prejudicar a investigação, disse que a partir do momento que tomam conhecimento destes casos fazem deslocar-se ao local do crime uma equipa.

“Temos uma brigada disponível e que trabalha 24 horas, se for necessário”, afirmou António Sousa.

Questionado se a PJ dispõe de meios adequados para investigação, disse que a Polícia Científica “possui meios para a fazer a investigação”, mas que os casos de desaparecimentos são “complexos” e, logo, “requerem uma aturada investigação”.

Inforpress/

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