UCID – Aumento dos direitos de importação: “O governo quis proteger a indústria e fê-lo da pior forma”

5/02/2018 12:34 - Modificado em 5/02/2018 14:54
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A UCID defende a apresentação de um orçamento retificativo, traz a tona a questão do aumento das taxas de importação. “Pensamos que será um momento próprio e oportuno que possa redimir do erro que acabou por acontecer e está a prejudicar as famílias, por quanto do não aumento do poder de compra das pessoas, e do não aumento salarial para 2018.

O partido sublinha que foi a única bancada parlamentar que não aprovou a proposta, votou contra o artigo que aumentou os direitos de importação. A questão de que os preços dos produtos não iriam aumentar, para Monteiro “não seria possível porque os importadores não têm capacidade para fazer o devido encaixe”.

“Temos preços mais elevados”, como afirma Monteiro, e a exigência é de um orçamento retificativo pra “corrigir o erro cometido”. E mostra seguro que o governo irá ouvir o pedido da UCID, levando em conta a “situação que a população está a viver”.

“O tempo de maturação que se pede,  é dizer as pessoas que terão que pagar durante um ano o aumento, e é isto que o governo está a pedir. A UCID sempre defendeu a industrialização do país e que os investidores tenham capacidade de desenvolver mas que não é as custas da população com rendimento baixo, porque não há aumento o salário”.

Para Monteiro se o governo tivesse ouvido as preocupações do partido sobre o aumento salarial não haveria problema. “Só se preocupou com um lado, arrecadar mais receitas e esqueceu-se dos cidadãos cabo-verdianos”. E mostra certeza que está medida irá prejudicar as pessoas.

Para o partido uma das tarefas do estado é criar condições para que a industria floresça, ma que “o estado tem que ter a noção muito clara que não é a custa dos cidadão que deverá acontecer”. E aponta outros mecanismos como o acesso ao crédito para a indústria, disponibilização de fundos para sustentar as empresas em momentos e dificuldades. Mas que o governo optou pelo caminho mais fácil, imputando os custos ao cidadão.

“A verdade que existe um facto, o governo quis proteger a indústria e fez da pior forma honorando o consumidor final com o aumento dos preços”, como finaliza.

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