O otimismo supera o cancro, prova a ciência

5/02/2018 01:25 - Modificado em 5/02/2018 01:25
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No dia mundial da luta contra o cancro, provamos a importância que é tomar uma atitude otimista como forma de apoiar a superação da doença, que não se vence apenas com o tratamento médico.

Quando o cancro é diagnosticado, há uma fase da vida do paciente que se foca na doença e no seu tratamento. Com novas técnicas e abordagens, a par do tratamento em si há aspetos do dia a dia que se devem adaptar como a alimentação e a prática de exercício físico.

Uma atitude mais positiva também ajuda a superar o cancro, e a ideia é sustentada por investigadores e médicos que desde há mais de duas décadas publicam provas nesse sentido.

Num artigo publicado em 2001 sobre “a qualidade de vida do doente oncológico” são vários os autores que Célia Samarina Vilaça de Brito Santos e José Luís Pais Ribeiro apontam para comprovar este teoria. As referencias vêm provar uma ideia comum: pensamentos positivos ajudam a superar o cancro.

Em 1992, Haes refere que a “componente afetiva associada a um doente oncológico tem mais implicações no domínio físico do que a componente cognitiva”. Uma primeira ideia que prova que há uma associação direta ao lado afetivo que se vive durante a doença.

A componente afetiva de que se fala é influenciada pelas relações sociais e apoio por parte destas com que o doente oncológico conta: o facto de se ter parceiros e filhos, por exemplo, vai ajudar a uma melhor aceitação do tratamento e melhor expectativa de vida relacionada com a doença. Esta visão mais otimista também é apoiada pela qualidade de vida que se tinha anteriormente ao diagnóstico da doença.

Além disso, o suporte social ajuda a aliviar o stress em situações de crise, como refere José Luís Pais Ribeiro que, em 1999, aponta que este apoio “pode inibir ou retardar o desenvolvimento da doença, assim como ajudar na sua recuperação”. Segundo o autor, “o suporte social é uma das variáveis que estão associadas à satisfação da vida.”

Também o exercício físico traz vantagens que não se traduzem apenas em melhorias a nível físico, como indica um estudo de 1997, de Courneya & Friedenreich, referindo que “a manutenção do exercício físico ao longo do percurso da doença (tratamento e reabilitação) parece ser favorável ao bem estar e satisfação com a vida”.

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