Cancro da mama: um depoimento para ajudar a salvar vidas

2/11/2012 01:14 - Modificado em 2/11/2012 01:14

Em 2004, Filomena Rodrigues foi informada pelo médico que lhe tinha sido diagnosticado um cancro da mama. Evacuada para Lisboa, o diagnóstico foi confirmado no Hospital Dª Estefânia. Fez a mastectomia em Março de 2005 e, depois, a quimioterapia e a radioterapia. Regressou a Cabo Verde depois de 10 meses de luta contra o cancro. No dia Mundial Contra o Cancro da Mama deu a cara à causa para provar que é possível vencer a doença com um diagnóstico precoce, com fé na vida e com pensamento positivo.

 

Filomena esteve sempre preparada para o diagnóstico do cancro da mama. Sempre teve problemas de quistos mamários logo, estava sempre atenta e vigilante. Começou muito nova a fazer a mamografia para fazer o despiste. Quando a irmã recebeu o diagnóstico de cancro da mama, pensou logo que também ela poderia estar com a mesma doença. O médico confirmou os seus receios, mas procurou estar calma, com confiança para vencer, : sempre com muita fé. Rodeou-se de pensamentos positivos e não deixou os pensamentos negativos invadirem a sua mente e dizerem “ não vais escapar”.

Com efeito, em 2004 devido a um caroço na mama esquerda que veio a solidificar-se , fez vários exames e o terceiro exame veio a confirmar o diagnóstico de cancro da mama. Com esse diagnóstico, é evacuada para Portugal e aí os resultados apresentados pelos médicos em Cabo Verde são confirmados.

Começou a consciencializar-se que tinha cancro da mama e que teria de confiar em Deus e nos doutores e que tudo iria correr bem. Em Março de 2005 fez o tratamento no Hospital Dª Estefânia, em Lisboa, onde foi feita a rescisão mamária, ou seja, a mastectomia. Após a cirurgia fez sessões de quimioterapia e de radioterapia. Dez meses depois, regressa a Cabo Verde e anualmente vai a Portugal para controlo e ser medicada. Refere que “graças a Deus tudo tem corrido bem e os exames têm tido resultados positivos”.

Considera que a Filomena antes do cancro e a Filomena depois do cancro é a mesma, porque nunca deu à doença a dimensão que normalmente o ser humano dá, refere que “estamos vivos e que assim como podemos ter cancro da mama, podemos ter qualquer outra doença” e preparou-se para lutar contra a doença.

O momento mais doloroso foi imaginar o seu corpo sem a mama, mas a partir do momento que se conseguiu mentalizar de que ficaria sem a mama esquerda, “imaginei-me sem a mama e consegui aceitar o facto “. Três anos depois, sentiu-se preparada para se submeter a uma nova cirurgia que consistiria na reconstrução da mama. O cancro da mama fez de Filomena Rodrigues uma pessoa mais forte e conseguiu salvar a sua vida com o diagnóstico precoce.

Apela às mulheres para a necessidade de recorrerem aos médicos, mal detectem algo de estranho nas mamas, ”não tenham medo do resultado, porque a doença é dos seres humanos e os médicos estudaram para salvar vidas com o tratamento, mas o pensamento positivo e a fé ajudam a ter um bom resultado.”

 

  1. santos rodrigues

    es uma mulher corajosa, desejo-te ainda muito mais para nos as mulheres. Tu es uma mulher que venceu a luta e que dá muita coragem á outras mulheres. Forçaaaaaaaaaaaa

  2. Same

    A D. Filó é uma pessoa excepcional. Tem uma força e pensamento positivo invulgares! Penso q isso foi crucial na recuperação dela.
    Um verdeadeiro exemplo de guerreira!
    Bjs

  3. maria lopes

    Querida, passei por isso na minha familia. Posso dizer q pessoalmente e ao mm tempo não. A minha mãe passou por isso e tds nós tb. Ela tb venceu, já se passaram 5 anos, e espero q ainda mais. Tdas devemos assumir esse perigo e sem tabu. Vlangorizo a coragem da minha mãe q semprese mostrou mais forte do q nós (filhas) a luta dela é a minha luta e acho q de tdas as mulheres. Um abraço e tda a força do mundo.

  4. maria

    De certeza que foi no hospital mencionado? Esse hospital atende habitualmente criancas…

  5. Gy Melício

    Minha querida colega, isto sim, é um verdadeiro exemplo de Força e Coragem!
    Será, sem dúvida, um exemplo para todas nós!
    Mil bjinhos

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