Roubo e ofensa  a integridade física agravada : um história de horror que vai a julgamento

31/01/2018 01:27 - Modificado em 31/01/2018 01:27
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Três os jovens acusados crime de roubo e crime ofensa  a integridade física agravada. que ocorreu em Outubro de 2017 na lixeira Municipal da Ribeira de Julião foram ouvidos, hoje, no Tribunal de São Vicente. O ofendido, um  comerciante mindelenses, conta que na altura do sucedido foi agredido várias vezes tendo ficado em estado grave devido às múltiplas agressões continuadas por estes jovens que respondem pelos nomes de Stiven, Erickson e Liliano. Os dois primeiros estão em prisão preventiva na Cadeia da Ribeirinha.

O ofendido conta que no dia do ocorrido, se deslocou à lixeira para despejar alguns entulhos e, ao chegar ao local, um grupo de pessoas com este trio incluído, invadiu a sua viatura de caixa aberta tendo um dos agressores tomado posse de uma mochila com algumas ferramentas que pertenciam ao seu acompanhante, um pedreiro que estava a trabalhar com ele e que, “felizmente, saiu ileso da situação” e corroborou toda a história da vítima.

Com esta situação, o ofendido foi obrigado a sair do veículo e tentar recuperar a mochila e, cada um deles, ele e o suposto agressor, puxavam cada um para o seu lado para ver quem ficava com a mochila. Nisto, o jovem ao perceber que não conseguiria levar a melhor, como forma de fazer com que o ofendido abandonasse a mochila, bateu-lhe com um cabo bem grosso por três vezes, uma vez nas costas, outra na parte traseira do pescoço e, por último, na cara.

Após estas agressões, acabou por largar a mochila mas os assaltantes, ainda não satisfeitos, bateram-lhe com uma pá por várias vezes e, defendendo-se como pôde, acabou por ficar com os braços bastante maltratados. Vendo que ainda estavam dispostos a continuar com aquele ataque “sanguinário”, tentou fugir, mas sem resultado porque acabou por ser, mais uma vez, agredido com um pedaço de ferro.

Os suspeitos afirmam que apenas se defenderam alegando que o ofendido os ameaçou de morte com uma pistola e que apenas o agrediram porque este estava armado e queriam impedir que ficasse na posse da arma e disparasse contra alguns deles. Negam ainda que os factos ocorreram como foram descritos pela vítima.

Esta por seu lado, o queixoso  contraria as declarações assegurando que nunca esteve na posse de nenhuma arma de fogo e que nada justifica a forma como foi agredido realçando que o que lhe salvou a vida, para além de alguns apelos de um grupo de pessoas que estava próximo do local, foram oito mil escudos que tinha na carteira. E antes de entregar o dinheiro que tinha consigo no momento, ainda teve a infelicidade de levar uma pedrada.

Com esta agressão, ficou vários meses sem poder trabalhar como deve ser e ainda foi ameaçado de morte caso os denunciasse como autores da agressão.

A continuação da audiência de julgamento ficou agendada para a próxima quinta-feira para as alegações finais.

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