Sal: PAICV preocupado com a situação de criminalidade na ilha

30/01/2018 01:19 - Modificado em 30/01/2018 01:22
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O Sector do PAICV, na ilha do Sal, manifestou-se hoje preocupado com a situação de criminalidade na ilha, pelo que apela para a necessidade de uma acção “urgente” das autoridades locais e nacionais com vista a debelar o problema.

Esta preocupação foi apresentada hoje, em conferência de imprensa, na voz do vice-presidente da Comissão Regional Política do Sal, Iderlino Sança, para quem a sensação de insegurança “partilhada” pela população “não é apenas impressão”.

“Os dados do crime, a sua forma com contornos violentos, o recurso frequente a armas de fogo e o número de mortes deste ano já são preocupantes, tendo-se registado do Natal a 17 de Janeiro, quatro mortes com arma de fogo, na ilha que é vendida como destino seguro”, observou.

Nesta óptica, considerando que um destino seguro “não se compactua” com assaltos a turistas e a hotéis, com crimes contra património, nem com relatos de violência por parte da população, Iderlindo Sança defende que para que haja segurança “é necessário” um trabalho na prevenção e no combate com “meios adequados e suficientes”, colocando, neste particular, a questão do número de efectivos da Polícia Nacional (PN), disponíveis na ilha.

“A ilha do Sal, não obstante a sua importância para o país decorrente da actividade turística, representando mais de metade das dormidas a nível do país, acolhendo cabo-verdianos de todas as ilhas e diminuindo o desemprego, não tem recebido a atenção que merece nesta área, pois, apesar do crescimento e do número de turistas, a abertura de novos empreendimentos hoteleiros e do crescimento populacional, o investimento na segurança não tem sido proporcional à demanda”, ajuizou.

Preocupado, também, com o crescente número de crimes de natureza sexual, “sobretudo” contra crianças, conforme disse, agravada com a inexistência de meios na ilha para o acolhimento de crianças em situação de risco, entre outras situações, Iderlino Sança clarifica que esta denúncia pretende tão-somente chamar a atenção das autoridades locais e nacionais para um trabalho “mais profícuo, um olhar mais cuidado” neste sentido.

“Esta denúncia pretende chamar a atenção das autoridades locais e nacionais que insistem em tapas o sol com a peneira, ignorando todos os riscos e impactos de atrasar medidas e intervenções para estancar a actual situação. Ignorar este alerta num momento bom em que o turismo nacional está a viver, é pôr em risco o nosso sustento e a nossa sustentabilidade”, advertiu.

SC/FP

Inforpress/Fim

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